RN6

Texto de Gisele Vitoria, sobre a Rev.Nacional #6, publicado na revista IstoÉ.

É nacional
“Descobri que meu CNPJ é muito descolado. Mas meu CPF é extremamente tímido. O meu CNPJ esconde minha timidez verdadeira ...”, assim definiu a si mesma a cantora Luiza Possi, fotografada por J.R.Duran para a edição 6 da Revista Nacional, que será lançada na Quinta-Feira 8, na livraria da Vila, em São Paulo. A publicação foi criada há cinco anos por Duran para compilar sua obra multifacetada e seu olhar sobre o Brasil. Antes com distribuição restrita, a revista, de concepção autoral e com edição de arte assinada pelo fotografo, terá agora como publisher Fernando Ullmann, diretor da gráfica e Editora Ipsis. A Revista Nacional passa a ser semestral e seus 3 mil exemplares serão vendidos em livrarias a R$90. “A nova fase é um sonho. Com Fernando Ullmann, tenho condições de abrir as portas do que antes era apenas um jardim secreto de tinta e papel”, diz o fotografo e editor, que escreve a maior parte dos textos. A nova edição é “multitemática”. O conteúdo passeia pelo agora ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, falando sobre sexo na TV, Anitta em momento zen, além de imagens da Casa da Eny, inferninho do interior paulista freqüentado por Vinicius de Moraes.

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PAI E FILHA

Texto publicado no site www.revistabrasieiros a respeito da Rev.Nacional #6.

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Sexta edição da Rev. Nacional é lançada nesta quinta-feira
Publicação do célebre fotógrafo J.R.Duran reúne personagens díspares como Tarso e Luciana Genro, Anitta e Paola Oliveira

A sexta edição da Rev. Nacional, publicação do fotógrafo J.R. Duran será lançada às 19h desta quinta-feira (8), na Livraria da Vila, em São Paulo. Nas palavras de Duran, “um portfólio de sonhos e intenções para ler e ver”.
A bela revista de 143 páginas, impresso com luxuoso papel italiano, traz reportagens, entrevistas e ensaios fotográficos exclusivamente de Duran. O caprichoso design e direção de arte também foram concebidos pelo fotógrafo.
Nessa edição, são reunidos personagens bastante ecléticos, escritos por nomes de peso como Fernando Paiva, Pedro Costa, Mario Sergio Conti e Antonio José Tavares. Dentre as reportagens, Tarso e Luciana Genro discutem os rumos da esquerda brasileira, a cantora Anitta fala do arrependimento que sente por causa de algumas de suas tatuagens e a atriz Paola Oliveira responde ao chamado “questionário proustiano”. Romário, Erasmo Carlos, Renato Janine Ribeiro e Paulo Coelho também foram alguns dos entrevistados e clicados para a edição.
Nessa edição, são reunidos personagens bastante ecléticos, escritos por nomes de peso como Fernando Paiva, Pedro Costa, Mario Sergio Conti e Antonio José Tavares. Dentre as reportagens, Tarso e Luciana Genro discutem os rumos da esquerda brasileira, a cantora Anitta fala do arrependimento que sente por causa de algumas de suas tatuagens e a atriz Paola Oliveira responde ao chamado “questionário proustiano”. Romário, Erasmo Carlos, Renato Janine Ribeiro e Paulo Coelho também foram alguns dos entrevistados e clicados para a edição.
Leia trechos da entrevista de Mario Sergio Conti com Tarso e Luciana Genro, discutindo a importância do PT e do PSOL na política nacional:
Tarso Genro: Foi criado certo mito de que tivemos conflitos pessoais, mas se eles existiram foram totalmente secundários na nossa relação de pai e filha. Embora façamos provocações recíprocas (eu as faço mais, inclusive), isso não gera qualquer abalo no afeto que nos une.

Luciana Genro: A gente tem proximidade na maneira de encarar a política; Para nós, fazer política é buscar um papel na realidade para barrar as injustiças, construir algo novo e igualitário.

Tarso Genro: A capacidade de transformar a política em ações de Estado, e até ações cívicas , ações de massa, se torna cada vez menor. (…) Talvez a minha geração dê mais valor para determinadas ciosas. Eu valorizo enormemente que, aqui no Brasil, num período de dez anos de governo, se tenha melhorado a vida de cinquenta milhões de pessoas. Valorizo isso porque foi uma coisa que a esquerda tentou durante décadas, e nunca conseguiu. Esta melhoria na vida de dezenas de milhões de pessoas gerou uma reestruturação da sociedade de classes no Brasil. Ela gerou também novos sujeitos sociais e novas demandas. E isso se deve ao Partido dos Trabalhadores. O PT cumpriu então, a meu ver, uma função histórica extraordinária, progressista, que uma parte da esquerda, não só o PSOL, não valoriza. A escala de valores que nos separa não é ética ou política, talvez ela tenha relação com a avaliação dos ciclos históricos que vivemos.

Luciana Genro: Esses ganhos não devem ser valorizados em excesso: eles são a distribuição das bordas do bolo. De fato, um contingente significativo de pessoas teve maior acesso ao consumo, mas isso foi feito sem mexer nas estruturas do sistema. Por isso esses ganhos são precários e temporários, podem ser perdidos na primeira crise, e é exatamente isso que acontece agora. O capitalismo é feito de ciclos, de crises e retomadas. Quando a crise vem, a política universal da classe dominante é justamente tirar ganhos e direitos sociais, arrochar salários e diminuir os gastos do setor público como saúde, educação, etc. O PT, aproveitando a situação mundial, fez a distribuição das bordas, mas não mexeu no recheio, não mexeu no miolo, que são as estruturas econômicas e políticas, não mexeu na concentração dos bancos e nem nos meios de comunicação. Ajudou a oligopolizar ainda mais a economia, utilizando o próprio BNDES. Foi o que vimos no setor de frigoríficos, com a Friboi tomando conta e o preço da carne disparando. Para o povo brasileiro, para os que reivindicam hoje emprego, melhor salário, transporte, saúde e educação, é preciso que esses ganhos sejam permanentes. É preciso enfrentar as estruturas. Há uma crise de modelo desde a queda do muro de Berlim, quando ruiu o modelo socialista que existia. Portanto, há uma dúvida legitima na mente das pessoas de que seja impossível outro caminho, uma organização que demostre a viabilidade do enfrentamento do capitalismo e construa, na prática, outra sociabilidade. Esse novo modelo precisa ser reconstruído. E ele não vai ser inventado por ninguém: vai ser construído no caminhar da própria história.




GYM

Marina Ruy Barbosa para a revista BT.

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#6


Texto de Juan Esteves, sobre a Rev.Nacional#6, do Blog do Juan Esteves.

O catalão J.R.Duran transita com segurança e naturalidade tanto pela fotografia que o tornou um dos mais célebres fotógrafos internacionais quanto pelas letras, sendo cronista, autor de romance e editor de revista. Seus belos nus, suas imagens publicitárias e suas fotografias mais autorais estão nas melhores revistas e livros que um profissional pode almejar.
Além destas atividades que estavam a disposição de muitos leitores, Duran passou a publicar edições exclusivas, destinadas aos amigos e a poucos felizes de um mailing muito especial. Foi o caso da revista Freeze, no final dos anos 1990, uma grande parceria com a gráfica Litokromia.
Já a Rev. Nacional, uma parceria com a gráfica Burti, foi lançada em dezembro de 2010, onde ele a definia no exemplar de estreia como “Um portifólio de sonhos e intenções para ler e ver”. Agora, através da parceria com a Gráfica Ipsis, Duran lança seu sexto número, que pode chegar as mãos dos mortais pela quantia de $ 90,00, o que já é um avanço, se pensarmos que anteriormente a publicação era vendida a $ 348,00 na extinta Loja do Bispo, da artista plástica Pink Wainer.
Com cerca de 140 páginas e impressa com o luxuoso papel italiano GardaPat Kiara, a Revista Nacional terá uma edição de 3 mil exemplares e será publicada semestralmente. A ideia de usar o papel especial foi de Fernando Ullman, diretor da Ipsis, que afirma que a publicação por ser “um projeto independente, irreverente e de alta qualidade” tem a cara da sua gráfica
Em entrevista ao jornalista Ricardo Setti, quando do lançamento do número 2 da Nacional, em janeiro de 2011, Duran afirmou que “há fotógrafos que querem ser diretores de cinema ou donos de agência de publicidade, eu quero fazer revista”. E o faz com habilidade, conseguindo juntar personagens tão díspares como polêmicas, caso desta mesma edição que trouxe o apresentador Datena e a atriz Leandra Leal, matéria sobre o Esquadrão Harpia, da elite da Força Aérea Brasileira e uma série de modelos nuas entre tantas outras coisas.
Para edição número 6 que marca a parceria com a Ipsis, o elenco continua bem eclético, como a chef Bela Gil, o jornalista Fernando Gabeira, o jogador de futebol e senador Romário, as cantoras Luiza Possi, Anitta e Bruna Viola, o escritor Paulo Coelho, o professor e ministro Renato Janine Ribeiro, o tremendão Erasmo Carlos; questionários proustianos com a atriz Paola Oliveira e o estilista Pedro Lourenço, o casal Tarso e Luciana Genro, o chef françês Erick Jacquin e um elenco de bela modelos.
Se no time do texto Duran conta com a ajuda de jornalistas e escritores de peso como Fernando Paiva, Pedro Costa, Mario Sergio Conti e Antonio José Tavares, as fotografias, como não poderia ser diferente, são domínio exclusivo seu. Nos portifólios estão retratos contundentes que ganham especial relevância com os processos Full Black e Color, desenvolvidos pela Ipsis.
De belíssimas modelos nuas a stills de flores; de utensílios de cozinha a paisagens marcantes, a Rev. Nacional com a parceria da Ipsis deixou de ser uma espécie de “jardim secreto de papel e tinta” afirmou Duran. Para ele, até então é como se estivesse numa incubadora, pronta agora para ser vendida em boas bancas e livrarias. Ganham os mortais então.
Todos os personagens continuam fazendo parte da curiosidade pessoal de J.R. Duran e do acompanhamento diário do país, segundo o próprio. Continuam sendo fotografados por ele impecavelmente, agora com uma impressão à altura de sua maior performance e mantendo o design e direção de arte de seu criador. O leitor até pode dizer que com este valor pode-se comprar um fotolivro. De fato, até é capaz de encontrar algum, mas será difícil ter um conteúdo com tanto charme e elegância quanto prazeroso.

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