PEOPLE

Os layouts, o texto de Julia Leão e as fotos publicados na revista Gente deste mês.

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Duran á flor da pele
Catalão romancista, J.R.Duran – “o cara das mulheres nuas” – fala sem filtros sobre sua paixão por gente e sobre seu caleidoscópico trabalho como fotógrafo do desejo.
Poucos homens têm a rotina de trabalho tão invejada por seres do mesmo gênero como J.R.Duran. Clichê ou não, fotografas há mais de 20 anos mulheres nuas e beldades do mundo da moda faz seu portfólio ser cultuado pelos machos de plantão e apreciadores da estética. De poses eróticas de Adriane Galisteu a fotos emblemáticas da Ubermodel Gisele Bündchen, J.R.Duran sacode o mercado editorial com seus cliques exuberantes. Engana – se, porém, quem pensa que Duran, mistura trabalho com prazer. “apesar do entorno sensual e romantizado do meu trabalho, nunca fiquei excitado no set. Simplesmente não posso me permitir esse encantamento”, diz o fotografo com um sorriso no canto esquerdo da boca. Musas, porém, ele tem de monte. “ Só não posso citar nomes, acabaria me esquecendo de alguém e isso afetaria nossa sintonia em futuros trabalhos”. Para conseguir tal façanha, ele afirma que faz tudo o que elas querem, pois só assim atinge sua felicidade interior.
Mas para ele o glamour vai além da celebridade. Seu grande tesão é retratar gente (pelada ou não) e trazer a essência para o papel. “É como literatura, ficção. O legal é quando a invenção parece real. Seja para uma revista masculina, seja para um livro de fotos, ou para propaganda de uma marca de cerveja”, explica. Um ode ao seu maior hobby, o estilo de vida de Duran. É um circulo vicioso. A paixão pela fotografia rende trabalhos, livros, exposições esporádicas, romances literários e viagens.
Desse aglomerado surgem novas fotos, que dão sequência a novas aventuras. Um vício que ele não larga e que pretende levar adiante por muito tempo. De uma expedição à África, que fez em 2005, por exemplo, nasceu o surpreendente livro Cadernos Etíopes (2008), que estabelece uma rica conversa entre fotografia, a literatura e a etnografia do país que vive em guerra. “Foi um incrível ensaio de moda. Não sou documentarista, pois não tenho compromisso com a realidade. Como esse projeto, os outros também são de um curioso, que busca estética, olhar de moda e glamour nas imagens. Claro, sem ser estereotipado.”
Foi com esse espírito desbravador, de um catalão inquieto – que chegou ao Brasil com apenas 18 anos, na primeira classe de um navio que atracou em Santos em 1970 – que Duran captou em meio aos seus devaneios e inseparáveis diários de viagem a graça de seu projeto original, a rev. Nacional. Com o apoio da gráfica Burti, ele compila anualmente textos de consagrados jornalistas e seus melhores cliques do Brasil, que pretende mostrar a seu publico em dez números exclusivíssimos. A próxima sai quente do forno agora em novembro. A receita para negativos premiados: “Sou um Peter Pan da Vida, mas com a consciência de que o amadurecimento é lindo.” Ingredientes de sucesso, tendo em vista que Duran segue inventado novas fantasias e continua abrindo as gavetas de seu cérebro, como ele mesmo diz fazer. “ A câmera abre meu mundo, é uma chave para ter acesso às coisas que ainda quero e vou conhecer.”



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PARTY REVISTA DASLU 2003.jpeg copy

BIA BRANCA REV.NACIONAL 2011.jpeg copy

HAMAR CADERNOS ETIOPES 2008.jpeg copy



LUANA PIOVANI REVISTA FREEZE 2004.jpeg copy

CARA DELEVIGNE REVISTA VOGUE 2012.jpeg copy

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ALIÁS

A matéria de Christian Carvalho Cruz sobre a Rev.Nacional, publicada neste domingo no caderno Aliás do jornal O Estado de São Paulo.

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Fi-lo porque qui-lo
Catalão de Barcelona, 61 anos, fotógrafo dos grandes anúncios, anunciador das grandes bundas, coxas e peitos. Sedutor. Escritor. Provocador. Pintor. J.R. Duran dispensa apresentações. Uma surpresa? Diz que o que o faz suspirar mesmo é a fotografia “estilo revista O Cruzeiro. Jean Manzon, José Medeiros, Marcel Gautherot. Aqueles caras eram f#d@”.
É num espírito cruzeirense de retratar o Brasil que Duran, uma vez por ano, apresenta a sua Rev. Nacional, uma revista pensada, produzida e editada pelo próprio. Playground onde ele brinca a sério, pois, como sempre, trabalha feito um cavalo: faz todas as fotos e todas as entrevistas, o que envolve horas e horas em lombo de avião, carro e charrete aos extremos do País, subidas de morro, sol quente na cachola, suor.
Só que não é bem por isso que ele chama o maravilhoso catatau anual de 144 páginas de unicórnio. “É uma revista pra quem acredita nela e difícil de achar”, explica. Sim, difícil de achar porque as boas casas do ramo, com as exceções minguando, não fazem mais algo tão simples e ao mesmo tempo tão inventivo, um tributo ao tempo de quem lê. E difícil de achar porque dos 2 mil exemplares uma ínfima parte é vendida – numa butique paulistana ao preço de quase R$ 400 – e a maior é dada, como diremos?, a integrantes de um mailing very special. A seguir, Duran fala da quarta edição da Rev. Nacional, que chega misturando Michel Temer, Rio Tietê, filha do Silvio Santos, soldados do tráfico, Pomerode e mulheres nuas, claro.
- Como a revista começa a tomar forma todos os anos?
Numa reunião de pauta de uma pessoa só: eu. Vou lendo os jornais, recortando tudo que me chama a atenção e guardando numa pasta. Personagens, lugares, histórias. Aí passo a mão no telefone e vou agendando, produzindo, fazendo aos poucos. Tenho tempo. A revista é anual. Passo seis meses fotografando e entrevistando, três diagramando e editando. Privilégio? Sem dúvida. Mas privilégio maior é ter um mecenas pra bancar isso, o Leandro Burti, um dos sócios da gráfica Burti. O custo maior é dele. Eu gasto só minhas milhas aéreas.
- E como você conseguiu esse mecenas?
Como eu consigo tudo nessa vida: perguntando. Mostrei o projeto e perguntei se ele queria fazer. Quis. Eu tenho essa imagem de sedutor, de quem leva todo mundo na conversa. Falso! Quando quero fotografar uma mulher nua para a Rev. Nacional não existe jogo de sedução. É a primeira coisa que eu pergunto assim que nos encontramos: “Me diz uma coisa, você quer fotografar sem roupa hoje?”. Se ela quiser, ok. Se não quiser, ok também. Isso vem da minha infância. Fui um menino meio carente que vivia perguntando pros outros meninos: “E aí, você quer brincar comigo?”
- Mas o nome J. R. Duran ajuda.
Pode ser que sim, porque sou um otimizador. Todo mundo fica bacana nas minhas fotos, talvez por isso as pessoas queiram sair nelas. Essa fama ajuda nos meus telefonemas.
- O vice-presidente Michel Temer bem que ficou mais jovem... Por que você quis colocá-lo nesta edição?
Pra mim, todo mundo é interessante até prova em contrário. Eu quis conhecer o lado poeta dele. A revista, no fundo, nasce da minha curiosidade por certas pessoas e temas. E aí sigo o Jânio Quadros: “Fi-lo porque qui-lo”. A fotografia, pra mim, sempre foi um pretexto para ver o mundo de perto. A revista amplia essa possibilidade. Só que na hora de apresentar esse mundo eu não facilito pro leitor. Quero que ele se incomode se surpreenda com o que vê ali.
- Alguma coisa te irrita em fotografia?
Duas: foto de asa de avião no Instagram, que não tenho, e discurso sobre fotografia. Sou adepto da teoria do delegado: quando você tem que dar muita explicação é porque tem alguma coisa errada. Na minha fotografia não tem elucubração. Eu vou lá, fotografo e acabou.

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ADEUS

A coluna deste mês na revista Trip.

Sobre Oriol e Petit.
No dia 8 de agosto deste ano morreu, em Barcelona, Oriol Maspons. Tinha 84 anos e foi um dos principais personagens da fotografia espanhola. Seu olhar, inquieto e sarcástico, se interessava por tudo o que o rodeava: moda, arquitetura, publicidade, ilustração gráfica, retratos. Tenho a sorte de ter uma prima bonita e o destino fez com que, muitos anos atrás, Oriol caísse de amor por ela. Se casaram e assim passei a conviver de perto com uma das figuras mais divertidas que já cruzaram a minha vida. Foi através de Oriol que descobri que existia um mundo iluminado, bem além das tardes tristes de minha juventude, e foi por causa dele que decidi ser fotógrafo e ver a vida mais de perto.
No dia 6 de setembro deste ano também morreu, em São Paulo, Francesc Petit. Tinha 79 anos, nasceu em Barcelona e veio para o Brasil em 1952. Petit é considerado um dos gênios da publicidade brasileira e tem na sua estante toneladas de prêmios internacionais. Para mim, ele foi o maior. Tive a sorte de trabalhar para Petit e, durante muitos anos, estive bem próximo dele. Tudo o que sei aprendi com Petit. E, quando digo tudo, não me refiro a pegar uma câmera e fazer com que a foto saia do outro lado. O que Petit me ensinou foi como olhar, como radiografar a vida, o mundo, as pessoas. Me ensinou como encarar os problemas, como me comportar em uma reunião, como dizer não quando era necessário, como me manter alerta o tempo todo.
Se com Oriol aprendi como apreciar cada momento em que as novidades desfilavam diante dos meus olhos, Petit me ensinou como encarar a minha profissão com um padrão de qualidade e um nível de exigência acima da média. Como procurar sempre a excelência e não se conformar com pouco. Como fazer tudo com elegância, objetividade e prazer. Porque, não se enganem, Oriol e Petit eram, o tempo todo, cérebros atentos a tudo o que os rodeava e, acima de tudo, artistas que saboreavam a vida nos mínimos detalhes. Eles conseguiam enxergar muito além do óbvio, além da curva do tempo. Aprendi a confiar nos meus instintos e perceber detalhes que fazem a diferença.
Sentar em volta de uma mesa para um almoço com Petit, ou com Oriol, era a chance de ouvir opiniões e pontos de vista surpreendentes sobre qualquer tema. O tempo passado com eles era a certeza de momentos iluminados, divertidos, desaforados, criativos e irreverentes. Uma aula magna que revigorava a mente, abria os olhos e aguçava os sentidos. O prato mais sofisticado, elaborado e estranho que já saboreei em minha vida foi em um almoço com Petit. Em um pequeno restaurante de Barcelona, me sugeriu escolher um prato feito com peus de porc amb llagostins i xocolata, que são, nem mais nem menos, pés de porco com lagostins e calda de chocolate. Foi a glória, memorável, inesquecível, tanto a comida como a conversação. Em outra ocasião, Oriol me convidou para jantar em Barcelona e, para minha surpresa, na mesa estavam todos os fotógrafos da velha guarda. Era como estar sentado entre os cavaleiros da Távola Redonda da fotografia catalã.
A linha do tempo me separou dos dois. A última vez que vi Petit foi em um restaurante (não podia deixar de ser) aqui em São Paulo. Estava elegante como sempre, e seu olhar, mais atento do que nunca. Trocamos um abraço e a promessa de um almoço que não aconteceu. Dois anos atrás estive por 24 horas em Barcelona e, como não poderia deixar de ser, marquei outro almoço com Oriol. Foi em um lugar de quinta categoria, rodeados de delinquentes manifestos, mas onde se comia muito bem. Falamos das fotos perdidas, as imagens que todo fotógrafo nunca esquece, e ele me deu seu último livro. Um abraço forte para você, Petit, e outro para você, Oriol, que estão aprontando lá em cima. Para vocês, desde aqui embaixo e com saudade, tiro meu chapéu.



GLOSS

Thana Kuhnen para a revista Versatille.

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AMARELO

Mariana Ximens para a revista Vogue.

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FOGO

O texto que escrevi sobre o fotógrafo Hans Feurer para a revista Vogue.

Girls on fire.
Ele injeta sensualidade e muita cor nas fotos de moda. Agora Hans Feurer lança livro com seus melhores cliques.
A teleobjetiva do fotógrafo Hans Feurer recorta os corpos femininos com uma precisão cirúrgica e minimalista. Consegue captar imagens, desprendidas de qualquer elemento supérfluo que possa atrapalhar a percepção do olhar, com uma constância e persistência suíça. Tudo isto muito antes que acontecesse o photoshop e os milagres que esta ferramenta proporciona a qualquer professional iniciante. A fotografia de Hans Feurer é naturalista e consegue construir a perfeição absoluta dos corpos em movimento sem ajuda de nenhum tipo de truque artificial. Tudo é baseado em fontes de luz perfeitas e puras; os raios de sol horizontais do começo, ou do fim, do dia que proporcionam um recorte, uma aureola, saudável em seus personagens.
Foi esta luz que o impressionou em uma longa viagem que fez em 1966, ainda jovem, enquanto estudava fotografia na
Inglaterra. Feurer comprou um Land Rover, desceu pela França e Espanha e passou os dois anos seguintes explorando a África do norte. As impressões deste período; as marcas que o deserto, as cores terrosas, o vento e a sensação de liberdade em territórios intocados pela presença humana deixaram nele, foram decisivas para impactar a fotografia que viria a realizar a partir desta experiência nômade.
Durante muitos anos as ilhas Seicheles foram como uma espécie de estúdio ao aire livre para Hans Feurer. Muito antes delas se tornarem paraíso secreto de milionários e jet setters ele já andava por suas praias paradisíacas á procura do equilíbrio perfeito de suas imagens. Foi lá o cenário da série de fotos que fez para o Calendário Pirelli em 1974, e que são consideradas pelos fanáticos do acontecimento anual umas das melhores safras das imagens já feitas para o mítico calendário. Nelas Feurer não perde tempo em exibir a exuberância das ilhas, ele apenas se foca no impacto que o ambiente produz sobre suas modelos, e no efeito que a nudez de seus corpos provoca em nós. A natureza é essencial para Hans Feurer e mesmo assim, através de seus cortes minimalistas, ele não mostra muito além do que fragmentos de corpos perfeitos. Em alemão ‘feurer’ significa fogo, e são sempre os outros três elementos, terra, agua e ar, que complementam seu universo fotográfico. Tudo está lá; as cores quentes da areia da praia refletindo o sol e o calor, o mar azul, calmo e transparente, as gotas de água salgada sobre os corpos bronzeados, o vento que faz voar os cabelos. A calma, o luxo e a voluptuosidade que só podem proporcionar dias perfeitos em praias incomparáveis.
A grande explosão de seu talento aconteceu em 1983, quando foi contratado para fotografar a coleçao do estilista Kenzo. Feurer levou seus modelos para Pantelleria, uma ilha vulcânica ancorada a meio caminho entre a Sicília e Tunísia. Com a ajuda do sol Mediterrâneo e a fantasia pictórica de Kenzo criou uma serie de imagens que parecem registros etnográficos de alguma tribo isolada em um universo de moda intangível. O visual resultou em uma explosão de cores e corpos femininos em movimento que mesmo cobertos por tecidos esvoaçantes emanam uma sensualidade poderosa. Tudo embalado com um rigor estético e impactante. Entre estes personagens fantásticos pode se reconhecer o rosto de uma modelo somali que mais tarde se tornaria um outro ícone da moda; a bela e enigmática Iman.
O conceito de minimalismo exuberante é um termo que pode parecer paradoxal, mas é o que vem em mente quando se contempla seu trabalho. Não existe uma imagem de Feurer que não nos transporte para um outro planeta, repleto de corpos atléticos envoltos em luzes que prometem um por de sol eterno, seja pisando em areias brancas ou andando em cidades que desaparecem no desfoque produzido pela sua câmera. Seus modelos estão sempre cheios de energia e saúde, poderosas e determinadas a caminho de algum horizonte inalcançável para nos, meros leitores contemplativos.
Hans Feuer, nascido em 1939, forma parte de uma geração pioneira e romântica da fotografia de moda que persegue as cores e os movimentos (Patrick Demarchellier foi seu assistente) com um perfeccionismo desprovido de artifícios. Certa vez alguém perguntou para Feuer como fazia para manter o seu trabalho tão radiante por tantos anos. A resposta dele foi simples, como sua luz: “encaro cada foto com o mesmo entusiasmo que sentia quando era uma criança e construía uma casa nas árvores”.
Ninguém sabe utilizar uma teleobjetiva com a maestria e perfeição de Hans Feurer. É com a ajuda dela que o fotógrafo tem se dedicado a criar jardins secretos, repletos de imagens iguais ás que ele sonhou em sua primeira viagem africana, e que divide com os leitores das melhores revistas de moda deste planeta.

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BRAZILIAN PSYCHO

Mateus Solano para a revista RG.

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REVISTA

"Retratos do Brasil" o texto de Eduardo Simões sobre a Rev.Nacional para a revista Vogue deste més.

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No quarto número da Rev. Nacional, J.R.Duran mescla moda, grafite, funk, futebol, tráfico, política e, é claro, as mulheres mais bonitas do país
O que o Neymar, Michel Temer e Lea T têm em comum? “O Brasil”, responde J.R.Duran. Desde 2010, o fotografo catalão tem deixado sua brasilidade falar mais alto. Foi nesse ano que lançou uma revista sobre o país que adotou como seu desde a década de 70. Neymar, Michel Temer e Lea T são alguns dos personagens que ilustram a quarta edição da Rev.Nacional, que será lançada no fim do mês.
A idéia de criar a publicação aconteceu durante uma viagem de Duran pelo Vale do Rio Omo, na Etiópia, em 2005. Dela nasceu o livro “Cadernos Etíopes” (Cosac Naify), mistura de ensaio fotográfico e diário de viagem em que narra suas impressões
E aventuras pela região “Pensei que, da mesma maneira que era capaz de olhar para outros países, poderia voltar minha atenção e minhas lentes para o Brasil, para o povo e o “cotidiano”, explicou. Duran optou por criar a revista como fascículos de um livro e impressa pela Burti. Elas serão lançadas em tomo só quando a Nacional chegar a sua décima edição. Por enquanto, a publicação, com tiragem de 2.000 exemplares numerados, é distribuída a amigos do fotografo e da Burti e vendida na loja do Bispo, mistura de livraria e galeria de arte criada por Pinky Wainer, no bairro dos Jardins, em SP. A viagem à África também o inspirou a lançar, no fim do ano passado, “Cadernos de Viagem” (Benvirá), o livro com relatos e desenhos feitos pelo próprio Duran em aquarela que ilustram 54 quartos de hotéis em 35 países. Em novembro, o proclítico fotografo lança ainda “Cidade sem Sombras” seu terceiro romance policial. “Tenho obsessão por segurar o tempo. Faço isso também com a escrita porque algumas impressões não conseguem ser captadas apenas pela câmera”, repete, quando é questionado sobre seu amor pelos textos.
Essa junção entre imagem e palavra é justamente “território” da Nacional. Além do já aguardado time de beldades nuas, marca registrada de seus ensaios, destacam-se na próxima edição as fotografias feitas no ateliê dos artistas plásticos osgemeos e um depoimento em primeira pessoa em que Thammy Miranda, a filha da cantora Gretchen, fala sobre sua homossexualidade – Ilustrada, é claro, com um retrato expressivo daqueles que só Duran pode fazer.
Ele também extrai beleza do insólito. Em Rondônia, passou alguns dias para desvendar a rotina dos trabalhadores na usina hidrelétrica de Jirau, às margens do rio Madeira. Investigou a história do AfroReggae, ONG coordenada por José Junior, que há pouco tempo esteve nas paginas policias por conta da depressão de traficantes de sua saída do Complexo da Maré. Ao antropólogo Luiz Eduardo Soares, autor de Elite de tropa, livro que deu origem ao premiado filme de José Padilha, Duran pediu que refletisse sobre os chamados funks “proibidões” do Rio, com letras hard-core como “cortamos braço, cabeça, perna e pescoço”. No artigo “soldados do trafico”, cariocas aparecem armados até os dentes, em fotografias impressionantes. E o que tudo isso tem em comum? “O Brasil” repetiu o artista.



BLUES

Ana Beatriz Barros para a revista Vogue.

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