BLAME IT ON RIO

Luana Teifke para a revista VillageMall #1.

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LÍDER

O lendário Anderson Sá, e sua banda AfroReggae, para a grife AR.

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VALOR

Texto de Luíza Mendes Furia sobre “Cadernos de Viagem” para o jornal Valor Econômico.

São 54 quartos de hotel em 35 países, além do Brasil. De Itu (SP) a Paris. De Luís Correia (PI) á República da Eritreia. Do Rio á sua Barcelona natal. Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2011, o fotografo es escritor J.R.Duran registrou a sua passagem por todos eles – a maior parte das vezes a trabalho -, mas de modo diferente ao esperado de um profissional que se dedica a campanhas publicitárias, fotos de moda e de mulheres nuas. Todos os quartos foram retratados em aquarelas. Duran, radicado desde jovem no Brasil, conta que costuma levar cadernos nessas viagens também para escrever sobre as coisas que “não conseguem ser captadas pela câmera”, para guardar momentos pessoais, como um livro que está lendo ou até um mal-estar causado pela comida ou pelo clima.
O leitor voraz desde menino transparece na alusão a trechos e personagens de obras clássicas e filmes explicados depois em notas, no seu texto fluente e cheio de cores, sensações e vividas descrições. Assim, ao mesmo tempo em que o leigo em fotografia vê toda a estratégia necessária para que um editorial de moda dê certo e testemunha algumas dificuldades, também sente na pele dele no meio da selva amazônica para fotografar paraquedistas da Aeronáutica: “O calor era tanto que eu tinha a impressão de estar fazendo exercício físico na praia de Ipanema, num dia de verão, enrolado em um cobertor”. Sabores também estão presentes, como quando leva a filha para tomar um “suís” (um chocolate especial) em Barcelona, programa de sua infância. “Em uma época como a atual, em que as informações visuais despencam como pequenos niágaras a cada segundo perante nossos olhos, a capacidade de guardar o passado me parece cada vez mais necessário. Somos nossas memórias”, diz.

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ROUGE

Texto de J.R.Duran publicado na revista Lindbergh #43.

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Acabo de ter a sorte de ter sido apresentado a uma das mulheres mais interessantes que já conheci. Não sei o nome dela, ninguém sabe. O seu rosto esta preso para sempre em um retângulo de 18x24 cm e veste um dos chapéus mais conhecidos do mundo. Ela é a “Girl With the Red Hat” pintada por Johannes Vemeer faz mais de trezentos anos. A tela esta pendurada em uma parede da Scuderia del Quirinalle, aqui em Roma, como parte – e principal atrativo – de uma exposição chamada “Vermeer il seccolo d’oro dell’arte olandesa”. Mesmo a pintura sendo pequena, não muito maior o que a tela de um iPad, o impacto das emoções que Vermeer conseguiu colocar lá dentro é muito mais intenso e valioso que todas os aplicativos que qualquer um dos aparelhos da Apple possa conter.
De acordo com o catálogo da exposição a moça “com seu rosto virado para trás, lábios separados e olhos iluminados com expectativa, é um dos mais admirado trabalhos de Vermeer. Vestida com um aveludado roupão azul e um chapéu vermelho crimson, ela repousa um braço no espaldar de uma cadeira e nos observa sobre seus ombros. Olhando diretamente para nos ela nos puxa para seu mundo intimo e imediato...”. Não tem o que discordar, ao contrário. O “vermelho crimson” é um pigmento obtido a partir do Kermes, um inseto que se encontra em um tipo de carvalho que cresce principalmente na Turquia. Na tela é, para mim, o vermelho mais puro que jamais contemplei. Não sei que outros pigmentos Vermer misturou na época, mas o resultado que produz na retina quem contempla a obra é devastador. Já o mundo “intimo e imediato” da moça do chapéu jorra pela retina da imaginação na primeira troca de olhares.
Este domingo parece ser um dia especial. Um par de horas antes, e a poucas centenas de metros do Quirinale, no Palácio Doria Panphilj, conheci pessoalmente outra figura impressionante: o Papa Pio X. Posso garantir que “conheci pessoalmente” o Papa porque a tela que Diego Velazquez pintou dele (e que - inexplicavelmente - esta espremida dentro de uma salinha com as dimensões de um camarote de submarino), é um retrato tão apurado e explicito deste Papa que ele mesmo quando o viu se sentiu incomodado pelo excesso de informações que estavam espremidas entre as pinceladas que o pintor tinha espalhado pela tela. “Troppo vero!”, verdadeiro demais, teria dito o Pontífice ao ver o resultado. Sentado em uma cadeira de espaldar alto com forro de veludo vermelho, colocada frente uma porta vermelha e envolto em um cetim vermelho que contrasta com a renda branca do seu ábito, Pio X olha para quem olha para ele e mostra toda sua personalidade. Os olhos penetrantes fazem um contraponto com as mãos suaves e delicadas (em uma delas o anel do pontificado, na outra uma carta em que o pintor assinou com seu próprio nome). Velazquez produziu um dos mais acabados “portraits” do mundo da arte. E não deixou dúvidas de quem era aquele homem, da força que ele tinha e do que poderia seria capaz.
A vida não imita a arte, mas através da arte se pode entender o sentido da vida. Muitos anos atrás, na minha adolescência, quando não sabia de nada, quando não imaginava o que me esperava lá fora no mundo, caiu nas minhas mãos um exemplar do “Vermelho e o Negro”. O editor espanhol tinha tido a ideia de dividir a obra em dois livros um preto e o outro... vermelho. E foi navegando entre as páginas de Stendhal que percebi que o mundo não era como parecia ser. Foi o primeiro choque, a primeira advertência, do que me esperava lá fora quando terminassem as brincadeiras de escola.
Aguardo então, sentado numa mesa da cafeteria da Scuderia do Quirinale, que a cafeína de um duplo espresso italiano acelere a volta ao normal a percepção da realidade que ficou sequestrada entre os pincéis de Vermeer e o olhar da moça. Lá fora da para ver, através da janela, a praça do Quirinale e, espetado no meio dela, o obelisco da Fontana di Monte Cavallo. Um pelotão de carabinieri, desfila impecável com suas botas de cano alto meticulosamente lustradas. As espadas brilhantes se movem ao ritmo marcado pelos passos firmes. É a troca da guarda presidencial, e na massa de uniformes pretos apenas uma cor ressalta: uma listra vermelha que desce pelas pernas das calças de cada um deles. O mesmo vermelho que Giuseppe Garibaldi escolheu como cor das camisas de seu exercito na Guerra dos Farrapos, no Brasil, e que adotou anos depois, em todas as batalhas que lutou pela independência da sua Itália nativa.
Este domingo aqui em Roma é, definitivamente, vermelho.



BLACK WATER

Isis Valverde para a revista GQ.

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COR

Texto de Luan Flávio Freires publicado na revista Playboy de dezembro a respeito do livro "Cadernos de Viagem".

J.R.Duran, o aquarelista.
Um dos mais assíduos colqboradores da Playboy,fotógrafo lança livro no qual revela um talento que poucos conhecem.
Enquanto viaja pelo mundo clicando para campanhas publicitárias, editoriais de moda e ensaios de nu artistico, o fotógrafo J.R.Duran cultiva ul hábito: fazer anotações sobre as cidade - de Rio de Janeiro a Pequim, de Itu a Johannesburgo - e desenhar os quartos de hotel em que se hospeda. Recém chegado ás librarios, o livro "Cadernos de Viagem (Benvirá, 344 págs.) reproduz estas impressões. "Ninguém sabe que eu desenho. É algo muito pessoal. Por isso achei que publicar seria interessante", explica Duran.

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FRANJA

Sabrina Sato para a revista RG.

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GELO

Barbara di Credo para a revista Vogue de dezembro.

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VISÃO DO PARAÍSO

A coluna deste més na revista Trip.

Um dos maiores pontos de venda de qualquer crença é o paraíso, tem para todos os gostos e maneiras. Peço licença, então, e venho compartilhar com vocês a noção do que, espero, um dia será o meu por toda a eternidade.
Em primeiro lugar, o meu paraíso vai ter todas as pessoas de quem gostei nesta vida e todas as outras que teria gostado de conhecer. Não pense que vai estar lotado. Serão entre 300 e 400 pessoas, o suficiente para lotar uma área que os olhos possam abraçar com tranquilidade e identificar os rostos presentes, sem perigo de esquecimento. Aliás, esquecer o nome de um companheiro no paraíso, esse, sim, um verdadeiro faux pas.
O mais importante é que vai ter uma orquestra completa. Tipo Count Baise ou Duke Ellington. O lugar será sempre uma festa, mas a música não será muito barulhenta. Vai ser suficientemente alta para alegrar o salão e, ao mesmo tempo, para poder registrar as pessoas falando, sorrindo, se cumprimentando, circulando entre as mesas redondas com toalhas brancas e pequenos arranjos de flores (rosas laranjas), iluminadas por velas que vão ter suas chamas ondulando por causa da pequena brisa que vai soprar de um mar não muito distante.
A iluminação vai ser suave, dourada, com luzes penduradas nas árvores. Vamos todos falar italiano, com muitos “ciao, come stai?” e “come sei bella”. Frases que vão deixar todos alegres e contentes. Como vai ser verão o tempo todo, estaremos bronzeados, saudáveis, as mulheres com vestidos longos e os homens enfiados em summer jackets (1).
Sorrisos, batons vermelhos, cabelos bem cortados e corpos perfumados. E todos vão poder fumar. Como já teremos passado para uma vida melhor, não vai ter perigo para nossos pulmões soltar baforadas (no paraíso, no dia seguinte, as roupas vão continuar cheirosas). E já que poderemos ter um cigarro na mão, por que não um gimlet (2) na outra? Porque ressaca é coisa terrenal e no paraíso não vai existir dor de cabeça. O jantar nunca vai ser servido, o que vai possibilitar que os copos e os pratos fiquem limpos, refletindo a alegria dos que estão em volta. Isso quer dizer que não vai ter garçons, ninguém vai ter de trabalhar ali.
Em segundo lugar, devo avisar que o paraíso não vai funcionar 24 horas. Os dias serão curtos, começarão lá pelas seis da tarde e terminarão às duas ou três da manhã. Serão como os dias de A invenção de Morel, livro de Adolfo Bioy Casares. Segundo Casares, Morel é um inventor que criou uma máquina que repete um momento determinado. Todos os dias ela reproduz esse instante porque a eternidade é um momento que se repete para sempre. E o que é o paraíso senão a eternidade?
À meia-noite em ponto, a música suave vai dar lugar ao mambo. Sim, mambo, com os irmãos Cachao, Tito Puente, Arturo Sandoval e, quem sabe, Xavier Cugat e Abbe Lane. Alguns dias até vão ter o Dean Martin, e os Gipsy Kings, com seu “Volare”, não vão poder faltar (3). Todos estarão presentes no palco, com seus sorrisos contagiantes, com todos os músicos da orquestra impecavelmente vestidos, com seus solos de trombetas, trombones e bongôs enquanto estaremos deslizando pelo salão, incansáveis, rodopiando na ponta dos pés.
A cada solo de trompete a memória vai ser inundada pelas lembranças das boas coisas que fizemos na vida (não se esqueça, se vamos estar no paraíso será por causa das boas ações de nosso passado), e os sorrisos serão mais eternos ainda. E, sim, o mambo será a música do paraíso porque ela carrega a intensidade que transforma a vida em pura energia (4). Energia cósmica feita para que a alma se multiplique em uma explosão de mil pedaços de alegria. Uma alegria que proporciona asas aos pés e que somente a consciência leve e a música são capazes de nos dar.
Em terceiro lugar, espero, de verdade, encontrar todos vocês lá um dia. Porém, não se esqueçam de um detalhe importante: as portas estão abertas para todos, mas alguma coisa temos de fazer para merecer o convite.
___________
(1) Summer jacket é um smoking de verão. A calça e a gravata-borboleta continuam pretas, mas o casaco é branco.
(2) Gimlet é a bebida típica da costa oeste americana e a preferida de Philip Marlowe, o personagem de Raymond Chandler. Ela aparece no livro The Long Goodbye (1953).
(3) O ritmo para dançar o mambo é definido no manual de dança como “‘rápido-rápido-devagar’. O pé se move na segunda batida, na terceira o peso do corpo balança para o outro pé, voltando à posição original do pé na quarta batida”.
(4) Em Barcelona, há uma antessala do paraíso. Se chama La Paloma e fica no Carrer del Tigre, 27, no bairro de Raval. Ali, bandas de mambo, rumba e chá-chá-chá fazem a alegria de quem sabe flutuar sem tirar os pés do chão.



DO ANO

Isis Valverde para a revista GQ.

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