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VIGÁRIO GERAL

Diego Santos para a campanha AR do Afroreggae.

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INTO THE NIGHT

Loris Kraemerh para a revista Cidade Jardim.

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HOTEL

Patricia Machado para a revista Status.

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OBSESSÃO

Texto de Doris Miranda sobre "Cadernos de Viagem" publicado no jornal Correio da Bahia em 17/11/2012.

Esse é um cara de sorte, muitos dirão. Viaja pelo mundo com tudo bancado pelas maiores agências de publicidade, tira a roupa das mulheres mais gostosas do país para revistas masculinas, circula entre famosos e bem nascidos com naturalidade. Mas, o fotógrafo J. R. Duran quer mostrar que sua vida não tem só glamour. Quer mostrar que seu olhar vai além, que exerga as complexidades do mundo, as diferenças de suas sociedades e o aprendizado que se extrai disso tudo. Por isso, lança agora o belo Cadernos de Viagem (Benvirá/R$ 55), em que publica os diários escritos há muitos anos durante as dezenas de viagens profissionais que faz por ano. No livro, ilustrado com delicadas aquarelas pelo próprio autor, Duran registra os bastidores de trabalhos realizados, suas impressões sobre o povo que conhece nessas oportunidades e desenha em detalhes os quartos onde se hospeda. Como são muitos os cadernos que guardou ao longo do tempo, precisou fazer uma curadoria: nesse livro, estão os escritos de 2008 a 2011.
“Tenho obsessão por segurar o tempo, guardar o passado comigo. Faço isso com a escrita e o desenho porque algumas impressões não conseguem ser captadas pela câmera. Talvez eu tenha essa sensação porque minha vontade de rodar pelo mundo nasceu lendo diários de viajantes que não utilizavam a fotografia como referência”, diz.
Não é o primeiro livro de J. R. Duran. Ele já tem publicados dois romances policiais e alguns livros de fotografia. Entre eles, um de cunho mais etnográfico sobre as tribos etíopes. Este talvez seja o primeiro de viés tão pessoal, ainda que o autor tenha ocultado as passagens mais reveladoras de sua intimidade profissional.
Pelo índice, que apresenta 55 localidades do mundo, entre elas três da Bahia (Salvador, Itacaré e Trancoso), pode-se ter a impressão errada de tratar-se de um livro de turismo, um guia de hotéis de luxo ao redor do planeta. “É um jeito diferente de ver o mundo”, anuncia o autor. É um jeito também de ver o que cada hotel oferece, porque Duran pinta em detalhes os luxos - ou não - de cada local onde se hospedou. Dá para perceber, por exemplo, a pompa majestosa do The Dorchester, em Londres; o ar cosmopolita e extremamente impessoal do Intercontinental Hotel, de Hong Kong; ou a simplicidade despojada de apenas um catre do Contêiner, na cidade de Chituca, Bolívia.
As histórias curtinhas, enriquecidas por uma fartura de notas de rodapé que convidam o leitor a viajar por diversos assuntos, revelam mais do que se pensa. Em Salvador, por exemplo, onde ficou no quarto 416 do Golden Tulip Rio Vermelho, J.R. Duran pôde perceber o movimento contínuo do Mercado do Peixe, na Mariquita. “De um carro com o porta-malas levantado emanava um som que se espalha por toso os cantos. Estava tão cansado que não me importei. Dormi de janela aberta. No dia seguinte, acordei cedo. Lá embaixo, todas as barracas estavam fechadas, mas o carro continuava com a música. Três homens sem camisa e uma mulher, com a parte de cima de um biquíni, continuavam bebendo e dançando”.
As andanças, Duran garante, não o afetam. “Hoje em dia, me sinto em casa em qualquer lugar. Só preciso de um sofá e, assim, qualquer um pode ser o meu”, brinca. É justamente no sofá que ele escreve os tais cadernos. E quase nunca no da sua casa, em São Paulo. “É que em casa tem outras coisas para fazer, né?”, explica. Por isso, os escritos são feitos sempre nos hotéis, entre as 18h30 e 21h, depois que as sessões de fotografia acabam por falta de luz e o jantar ainda não saiu. “É uma hora de reflexão para mim”, pondera.
Reflexão para perceber que só vive de forma diferenciada por ser quem é e extrair daí lições de humildade. “Só por causa da fotografia consigo ter acesso a certas coisas. O importante é olhar a vida de perto e ver as diferenças. Na semana passada, por exemplo, passei três dias trabalhando em favelas cariocas; dois dias depois, estava fotografando a atriz Monica Bellucci. É essa troca que te abre as portas para universos paralelos. Graças a isso, hoje sou mais esperto, porque o conhecimento vai se acumulando”, revela.

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ANIMAL PARTY

Livia, Françoise, Renata, Pablo para Vogue.

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CADERNOS DE VIAGEM

Texto de Thales Guaracy publicado originalmente em http://thalesguaracy.blogspot.com.br/
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Na intimidade de J.R.Duran
Como editor, lanço agora Cadernos de Viagem, um belo livro que registra os diários do fotógrafo J.R.Duran, um globetrotter por conta do trabalho para revistas masculinas e de moda, além da publicidade, que o celebrizaram. Duran tem, entre seus muitos talentos, o do desenho – e, por um capricho pessoal, gosta de fazer esquetes dos quartos de hotel onde se hospeda, que depois transforma em aquarelas. Com seus textos, e essas imagens, Cadernos de Viagem forma não apenas um refinado guia de hotéis, como um livro de memória afetiva, observação rica sobre o mundo e permite um olhar no íntimo de um artista.
Para mim, lançar este livro tem um gosto ainda mais especial. Duran é um daqueles personagens que encontramos várias vezes ao longo da vida, em situações que são também um retrato de cada tempo e de nós mesmos, ilustrados hoje na aquarela da memória.
A primeira vez em que ouvi falar de Duran foi no início da década de 1980, quando ele tinha um estúdio na Avenida Pacaembu e já era o fotógrafo mais quente da publicidade no Brasil. Eu era um universitário durango, que tomava o Vila Nilo lotado para atravessar a cidade pendurado de fora do ônibus, de modo a pular no ponto final sem passar pela catraca e pagar pela passagem. Fazia duas faculdades, Jornalismo de manhã e Ciências Sociais à tarde, ambas na USP, e não tinha tempo para trabalhar. Apelei, na época, para meu único capital: a juventude. E tentei trabalhar como figurante de comerciais de televisão e modelo publicitário, um tipo de bico que, com sorte, eu fazia num dia e podia estudar tranquilo no restante do mês.
Não era fácil, claro. Eu era um Zé Ninguém. O agente me chamava ao telefone para fazer testes, eu entrava na fila e depois de fazer alguma pose aguardava para saber que o trabalho era meu – uma chance em 100. Ir ao estúdio de Duran para um teste foi um dos meus primeiros chamados. Fiquei numa fila tão grande que dobrava o quarteirão. Sentado no meio-fio, depois de meia hora, desisti – nem cheguei a entrar na casa. Duran, para mim, ficou então como uma espécie de símbolo de uma pessoa inatingível, a estrela dentro de uma fábrica onde gente como eu, pelo menos naquela época, nem conseguia passar da porta.
Eu era persistente, e comecei a arrumar alguns trabalhos. O primeiro foi o de pedestre, uma figuração num comercial da Caixa Econômica, em que um sujeito recebia a notícia de que tinha ganho na Loteria e saía dando cambalhotas de ginasta pela rua. Depois fiz comerciais de cueca, fui passageiro do primeiro looping do Playcenter, da cera Grand Prix, sorri diante da câmera dizendo “menta!” para o dentifrício da Colgate, o que me rendeu muita gozação. Até fazer uma série de comerciais de eletrodomésticos para a Brastemp, produzido pela já falecida Denison Propaganda, na qual eu faria o papel de namorado da filha do de um sujeito cujo reino doméstico girava em torno do fogão, da geladeira e da máquina de lavar.
Interpretava, nos comerciais, o jovem Caco, namorado de Sandra Annenberg, essa mesma que hoje é apresentadora de telejornal, e na época ainda tentava começar a carreira como atriz. Lembro de uma bela tarde que passei com ela na casa dos Souza, construída dentro do estúdio, fazendo um filme entre borrifos de fumaça que nos deixavam às cegas (o diretor, Clemente, acreditava que a técnica dava mais brilho a tudo, assim como enchera a casa de plantas - homenagem, assegurava, aos filmes de Walter Hugo Khouri). O humor do episódio consistia em derramar uma balde d'água sobre a minha cabeça quando eu abria uma porta (estripulia do irmãozinho da namorada). Atrás da casa cenográfica, uma passadeira tratava de passar as roupas a ferro para que eu pudesse tomar um banho atrás do outro até a cena ficar perfeita.
Além do filme na TV, que me garantia um ano de contrato de exclusividade e com o qual eu poderia terminar a universidade sem precisar trabalhar, fui enviado para fazer uma foto de revista. Passei duas horas dentro de um estúdio, com Sandra virando e desvirando no meu colo, enquanto eu me maravilhava com outra coisa. O fotógrafo era J.R. Duran! É verdade que eu mal o vi: depois que tudo estava preparado – o cenário, a luz, nós – ele entrou, mal nos cumprimentou, fotografou dando ordens no seu português com sotaque catalão,áspero e telegráfico, e foi embora. Mas eu estava nas nuvens: ele ainda parecia um sujeito inacessível, mas daquela vez eu estava do lado de dentro do estúdio.
Tão logo me formei, já com o contrato encerrado, me dediquei exclusivamente ao jornalismo, e foi como repórter, muitos anos depois, que encontrei Duran pela segunda vez. Ele passara um período em Nova York e retornava ao Brasil com um livro fotográfico da cidade. Editor e colunista da revista VIP, fui incumbido de escrever sobre ele. Mais uma porta se abriu: dessa vez, a de sua casa. Recém-chegado a São Paulo, Duran estava morando em um apartamento na Av. São Luiz, com uma enorme mesa onde esparramou suas fotos e falou sobre sua experiência nos Estados Unidos. Escrevi sobre o livro e aquele momento de Duran, refletido nas fotos em branco e preto na megalópole que sabe exilar estrangeiros como ninguém – e dei ao texto o titulo de “Passageiro da solidão”. Em Nova York, Duran havia descoberto algo: cidadão do mundo, ele era, antes de mais nada, brasileiro.
Como editor de revistas de estilo, a começar pela própria VIP, voltei a falar com Duran muitas vezes depois, dessa vez na condição de contratante – ele faria para mim diversas reportagens de moda. Ficamos amigos. Em uma de nossas conversas, ele me mostrou seus apontamentos de viagem – uns caderninhos horizontais, onde rafiava os quartos de hotel, cheios de anotações em sua letra muito pessoal, pois Duran só escreve com capitulares. Eu achava aquilo coisa de outro tempo, o tempo maravilhoso em que os antigos viajantes não tinham, justamente, a máquina fotográfica e dependiam de outras habilidades para fazer retratos. Durante anos, insisti para que ele me cedesse aquele material, que eu poderia publicar de alguma forma em revista. Aquilo, porém, era feito de substância muito pessoal. Além dos hotéis e dos lugares aonde ia, as anotações eram pensamentos, seus assuntos íntimos, ou contavam sua convivência com celebridades ou as mulheres que ele literalmente despia a trabalho.
Quando me tornei editor de livros, há três anos, e precisava de conteúdo, uma das primeiras ideias que tive foi a de procurar J.R.Duran. Fui ao seu estúdio, na Vila Madalena, no qual ele usa como escritório uma sala ampla, decorada com objetos que recolhe de viagem, de um cavaquinho a um crânio humano, passando por livros de todo tipo - de romances policiais B, que ele adora (e também escreve) a livros de arte. Duran mostrou resistência, como sempre. Dessa vez, seu receio era outro: a inveja. Muita gente acha que Duran tem o melhor emprego do mundo: tira a roupa das mulheres, ganha dinheiro, viaja e vive à larga. Só faltava agora querer mostrar que também escreve bem, e mais: pinta. Quanta presunção. "Pra compensar, então, a gente espalha que você tem pinto pequeno!", sugeri. Ele riu, claro, e assim eu o convenci afinal a publicar os seus cadernos.
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No lugar do amigo, passei a conviver novamente com o profissional meticuloso. Assim que concordou com a ideia, Duran se entregou ao trabalho da única forma que ele sabe fazer. Durante dois anos, foi recolhendo cadernos perdidos, e trabalhou para terminar aqueles desenhos que ainda não tinham sido pintados. Passou todo o texto anotado a mão para computador e o revisou. Optou corajosamente por manter as anotações pessoais e as referências a pessoas verdadeiras, identificadas no livro apenas pelas iniciais, para não causar eventuais constrangimentos. E, como profissional das artes visuais, acompanhou todo o processo de produção do livro, com seu detalhismo meio rabugento e questionador, ao ponto do irritante. Porém, fez com que eu entendesse a razão pela qual ele é, há tanto tempo, o maior fotógrafo do Brasil: a sensibilidade artística aliada a um perfeccionismo tão obsessivo que mereceria umas sessões de psicanálise.
O resultado está aí: um livro impecável, único, de um talento brasileiro. E um editor feliz por chegar a mais esta etapa da vida com outro capital, além da juventude (ainda): o tempo e os inesperados companheiros de jornada que ele traz.
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HEART OF DARKNESS

De olhos bem abertos. No mangue, com Loris Krarmer, para a revista Cidade Jardim.



MANGUE BEACH

Loris Kraemerh para a revista Cidade Jardim.

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AMARELO

A capa de Luana Piovani para a revista GQ.

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CAMISA

Luana Piovani para a revista GQ.

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HEAT

Cara Delenvigne, Pablo Morais, Caio Vaz e Rômulo Arantes para a revista Vogue de novembro.

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