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EVERYBODY LOVES THE BLUES

Luana Teifke para a revista Daslu.

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REDES

A coluna da revista Trip do més de agosto.

As legiões do império romano eram compostas de centúrias. Em cada uma delas 130 soldados avançavam – segurando suas lanças e escudos – contra o inimigo. Foi o maior exército da Antiguidade, com estratégias de ataque e defesa implacáveis que seriam reproduzidas por séculos nos campos de batalha. A chave de seu sucesso era o funcionamento da equipe, com seu famoso “spirit de corps”: o soldado se preocupava com a centúria e a centúria se preocupava com o soldado. A responsabilidade e a dedicação do indivíduo em relação aos seus companheiros eram totais, assim como a certeza de que os outros 129 companheiros pensavam assim e ninguém seria deixado para trás em nenhuma circunstância.
A quantidade de elementos que compunham uma centúria não era por acaso. O número 130 corresponde à quantidade de rostos que, tradicionalmente, uma pessoa pode reter em sua mente e se preocupar em ter uma relação de comprometimento, amizade e interação social. Além disso, a fronteira dos sentimentos se torna difusa. Os romanos não inventaram a roda, mas aperfeiçoaram a máquina de fazer guerra contra exércitos mais numerosos e até mais valentes. O número é mantido até hoje no exército americano, uma companhia corresponde exatamente ao número de soldados de uma centúria romana. O sentimento dos componentes de uma brigada (1.500 homens) é diferente, é mais difícil que alguém arrisque a vida por outro.
O princípio romano de relacionamento foi comprovado cientificamente pelo pesquisador e antropólogo inglês Robin Dunbar. O grupo de convivência do primata era proporcional ao tamanho de seu cérebro. A partir daí ele comparou o cérebro dos primatas com o dos seres humanos e chegou à conclusão de que o grupo, o círculo ideal, na média, é de 147,8 membros. Para facilitar os cálculos e ajudar na memorização, Dunbar arredondou a cifra para 150. Outros pontos se conectam com o número Dunbar, como ficou conhecida a teoria. Análises de restos pré-históricos indicam que o grupo médio de componentes de uma comunidade nas cavernas do passado era de 148. Mas não é necessário recuar tanto no tempo, tribos indígenas da Dakota do Sul se separavam quando chegavam a 150 membros.
O mundo gira, a Lusitana roda e um grupo de garotos americanos decide criar uma rede social que – através do computador – permita que eles consigam se aproximar das colegas sem tirar a bunda da cadeira. E sem ter de ficar vermelhos de vergonha pela falta de coragem de se aproximar das moças bonitas. Ou seja, a lei do mínimo esforço aplicada aos relacionamentos. A intenção até que pode ser nobre. O problema é quando esse instrumento de aproximação passa a existir por si mesmo. A competição para ver quem tem o maior número de relacionamentos virtuais gerou uma corrida para aumentar o número de seguidores, como se tivéssemos todos que ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Brincadeira de crianças. A página de estatística do Facebook diz que, entre os seus milhões de usuários, a média de amigos é de 130. Os romanos, meu caro, já sabiam disso.



SUNNY AFTERNOON

O filme de Cintia Dicker para a revista Status.



AMIZADE

Bruna Tenorio para a revista Vogue de agosto.

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BLEU

Luana Teifke na capa da revista Daslu.

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CD

Negra Li para a capa de TUDO DE NOVO.

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FEIRA IN MOTION

25 segundos de Anastasitja Koudratjeva na feria de São Cristovão, para a revista Vogue de agosto.



FEIRA

Anastasitja Koudratjeva para a revista Vogue de agosto.

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POLAROID

O texto da coluna publicada na revista Trip de julho.

Junho, por aqui, é mês de Parada Gay, Santo Antônio, festa junina e São Paulo Fashion Week, a semana da moda, com passarelas instaladas no prédio do Pavilhão da Bienal, de onde se projetam as tendências da próxima estação. É um indicador do que vai se levar, em termos de cores, estilos e essa coisa toda que faz com que as pessoas demonstrem para as outras quem gostariam de ser. Do lado de fora, nas ruas da cidade, a tendência para roubos foi o assalto a restaurantes no meio da noite, em qualquer dia da semana. Prato cheio para os bandidos: uma porta aberta, um salão repleto de possíveis vítimas totalmente distraídas, um caixa com dinheiro.
Em meio à novidade, um oficial da PM declarou aos jornalistas que, ao escolher um restaurante, deveria se considerar “se o restaurante que você frequenta tem câmeras, segurança patrimonial, portas de segurança”. Para ele, esses lugares não vendem só comida, “vendem também atendimento, ar-condicionado e segurança”. Ou seja, no próximo guia de restaurantes da Veja São Paulo se espera que, além das estrelas dadas à qualidade da comida do estabelecimento, as resenhas venham com pequenas pistolas (uma, duas, três) para qualificar o sistema defensivo do lugar.
Vinte anos atrás estive em George Town, cidade na Tailândia esparramada na beira do estreito de Malaca. O estreito era um dos maiores parques de diversões dos candidatos ao papel de Jack Sparrow do século 20, antes que as costas da Somália entrassem na moda, e na rota, dos piratas modernos.
Os estabelecimentos comerciais de George Town tinham as portas abertas – escancaradas – mas, em cada uma delas, um homem sentado em um banquinho segurava uma espingarda calibre 12 (a pump-action shotgun, conhecida como “punheteira” pelo gesto que tem de ser feito ao ser carregada com uma mão só). Confesso que achei a necessidade meio far west, porém, encarei como um sinal dos tempos e da situação primária em que é necessário viver em algumas partes do planeta.
É verdade que nem tudo o que envolve violência se transforma em uma constante espiral de descida aos infernos. Em Beirute, capital do Líbano, um dos clubes mais agitados é o B018, instalado em um bunker subterrâneo desativado. Em noites estreladas, o teto se abre e espalha a música e as risadas dos convidados, que tentam esquecer os sofrimentos de uma guerra civil longa e intensa. Nunca imaginei que em São Paulo, cidade sem guerra civil declarada, fosse necessário percorrer o caminho inverso dos libaneses; que o estilo restaurante-bunker poderia se tornar uma tendência arquitetônica, feita sob medida para que os proprietários possam deixar seus clientes jantar em paz. Modas vão e vêm. Essa do bunker, segundo a fala do oficial responsável pela segurança, é capaz que seja uma tendência que tenha vindo para ficar.
Na SPFW, uma das grifes desfilou a sua coleção com o tema Safári Noturno. Por coincidência, um estilo apropriado para vestir de uma maneira bem fashion os eventuais guardas encarregados de proteger os estabelecimentos. Como a tendência de violência, entre nós, parece seguir um viés de alta (para usar um termo de economista, bem up-to-date), espero que ainda esteja distante o dia em que será necessário importar da Tailândia a moda do homem sentado no banquinho, com a calibre 12 no colo, para guardar a porta do restaurante.
Passarela fashion, vida e sobrevivência – tudo misturado em um ritmo só, a caminho de onde for. Porque a lei da selva, a lei da natureza, a lei que faz girar o mundo, você já sabe, não muda: é sempre a lei do mais forte.



RED HEAD

Cintia Dicker para Status.

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