RENASCIMENTO

Reynaldo Gianecchini para a revista Época.

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ILUSTRADA

As fotos e a entrevista de Michelli Provensi para a revista GQ.

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Nada é fácil na vida e, ao contrário do que é comum se pensar, muito menos na existência de uma modelo. A bela Michi Provensi viveu mais de uma década dentro de uma mala. Isto não aconteceu fisicamente, claro, mas tudo o que ela precisava para viver coube, durante esses anos, dentro de duas bagagens de 23 quilos - a franquia máxima permitido em uma viagem aérea internacional sem ter de pagar excesso de peso. Movida por uma vontade em conhecer o mundo – e a bordo de uma profissão que requer todos os anos novos rostos em qualquer lugar do planeta – conseguiu levar sua curiosidade geográfica aos quatro pontos cardeais do mapa terrestre. Hoje, instalada definitivamente com um pé firme em São Paulo – mas com uma perna em uma constante ponte aérea com Paris – ela se dá por satisfeita entregando-se a uma velha paixão: escrever. Terminou um livro de quase-memórias sobre seus dias de modelo pronto para ser publicado e já esta escrevendo o segundo, uma ficção repleta de alguns personagens que, desde sua infância no interior de Santa Catarina, acompanham os cantos de sua fantasia. Conheça, a seguir, um pouco das certezas e inseguranças de uma mulher bonita e sem medo que aprendeu a andar pelo mundo, segundo ela, com a “faca na bota”.

J.R.Duran - Me conta uma coisa: como modelo faz para ter namorado?
Michelli Provensi - Modelo tem de gostar de computador, porque a maioria dos relacionamentos acontece no Skype. A não ser que seu namorado seja milionário e a siga o tempo inteiro.

Mulheres bonitas e sozinhas. Como fica essa história?
A maioria namora outros modelos. Eu nunca gostei. Prefiro homem inteligente [risos]. Não estou dizendo que os modelos são burrinhos, mas as mulheres amadurecem mais rápido do que eles. E escolhi ficar sozinha porque acho injusto deixar o cara esperando. Estava em Paris, queria sair com as pessoas de lá sem deixar ninguém no Brasil preocupado se eu estava com outro. O fato de não namorar não significa celibato, que fique claro.

É verdade que você perdeu a virgindade com 21 anos?
Sim. Não me achava atraente. Comecei a me aceitar com uns 24. Sempre fui considerada exótica. Até que dei um basta: “Exótica nada, sou bonita”.

Agora que voltou ao Brasil, vai se render a um cara de barriga tomando cerveja em um bar?
Não, mas posso namorar porque agora tenho casa.

Ficou esse tempo todo sem teto?
Onze anos sem nada. Foi gostosa essa vida de nômade. Aprendi muito bem a fazer as malas porque tem de levar todas as estações do ano com você. E acabei deixando roupas em Nova York, em Londres. A única coisa que não perdi foi um anel que era da minha mãe.

Você é dessas que viaja com travesseiro no avião ou um bicho de pelúcia?
Um dudu? [risos] Não. Acham mesmo que sou meiguinha. Sempre tenho de avisar: “Boazinha, não”. Pensam que sou frágil, talvez por essa minha “carcaça”. Tenho um olhar doce, mas sou forte. Saí de casa cedo, meu mundo deu uma volta muito grande, caí de pára-quedas nele. Meu pai sempre falou: "Você tem faca na bota, não precisa ter medo das coisas".

Aliás, você tuitou isso outro dia. O que significa?
Faca na bota, no Sul, é aquela mulher que está pronta para tudo. É saber que as pessoas não vão montar em cima porque você tem uma arma [imaginária] guardada. Acho que minha faca na bota está na cabeça. Já consegui escapar de várias situações só arquitetando saídas. Porque é normal sofrer certo assédio. Como nem sempre a atração é recíproca, não vou sair dando para todo mundo.

Com o Chi Chi Panda (o menino que viaja com uma máscara de panda) você também usou sua faca na bota?
Se eu vir o Chi Chi Panda na rua, não sei quem é porque ele estava de máscara. Era uma festa em Paris, todo mundo bêbado.

Quem é ele?
Achava que era um menino que morava em Paris. Descobri depois de um tempo no Facebook que são vários Chi Chi Pandas. Eles fazem fotos na frente de vários monumentos. Depois fiquei observando, porque também estava curiosa para saber quem que era o cara que beijei, né?

Você beijou o cara de máscara?
Levantei até a altura do nariz. Ele não quis tirar a máscara inteira para não destruir o personagem. Na hora eu curti, só que até hoje não sei a identidade dele.

Você já ficou com mulher?
Já. Por pirraça. Estava em Paris em um bar com um ex-namorado que me deu um pé na bunda. Ele ficou interessado por uma loira e só falava dela. Aquilo foi enchendo, ainda gostava dele. Peguei todo meu charme, fui lá perto da menina, passei uma cantada e dei uns beijos. Voltei e disse que realmente ela era uma gata beijava melhor que ele [risos].

Nunca mais pegou outras?
Nunca. Mas acho que se você tem vontade, vai lá e faz. Se é para beijar mulher, que seja uma bonita.

Qual é o seu limite do que deve ou não fazer na vida?
O que você deve fazer é ser curioso.

A curiosidade pode matar o gato...
A curiosidade faz o gato viver sete vidas.

Nessa sua curiosidade infinita nasceu seu gosto por futebol?
Sofria de insônia. Quando morei em Cingapura, conheci um grupo de operários que se reunia toda semana para ver a Champions League à noite. Saía de pijama mesmo, ia para a casa de um deles e a gente ficava lá. Nessa descobri que o futebol é uma língua universal. Se as pessoas têm necessidade de puxar papo, você fala disso, comenta sobre o tempo. Comecei a acompanhar os jogos nas minhas viagens e me dei conta de que passava bons momentos entre amigos quando assistindo às partidas. E virei Corinthiana por birra familiar. Metade da minha família é gremista; a outra colorada. Sou a caçula e como "tinha de escolher um time", acabei no Corinthians. Depois comecei a ir em alguns estádios lá fora e descobri que gosto dessa idéia de multidão, da torcida.

Só um detalhe. Como saía de pijama em Cingapura? Isso não implica em multa?
Em Cingapura ninguém é multado por sair de pijama. Lá você leva multa se comer jaca no metrô. Lembro de um anúncio dizendo que era proibido comer jaca no metrô. E chiclete também. Mascava só dentro de casa porque ficava preocupada de ser pega na rua. Já fiz um bate e volta de ônibus na Malásia só para comprar chiclete.

Dessas suas histórias todas surgiu sua pegada escritora? Ou foi de pirraça também? [durante o ensaio, Michi escolheu algumas de suas frases preferidas que foram escritas no seu corpo]

Quando você não dorme, pensa muito. Por isso, comecei a por tudo para fora através da escrita. Hoje já colaborei com algumas revistas e tive um blog que falava sobre ser modelo. Escrevi um livro sobre essa vida. Este primeiro foi um treino. Porque a grande história que tenho na cabeça é meio fantástica, tipo Harry Potter ou As Crônicas de Nárnia, com personagens que levo comigo desde criança. Esse é um projeto de vida em que já estou trabalhando, então, quero botar realmente o meu coração nisso.

Por falar e escrever o que pensa, você também já tomou muito na cara. Como foi sua crítica a Gisele Bündchen. A história de que ela disse que não usava filtro solar e você rebateu comentando que no lugar em ela tomava sol não devia ter problemas na camada de ozônio?
Não acho que fiz nada errado.

Mas você cruzou com ela depois disso?
Já fizemos desfile juntas, mas nunca conversei com ela. Quando comecei. Gisele já era uma estrela. Não concordei com o que ela disse, o que posso fazer?

Você acha que modelo tem que ser desinibida?
É importante. Você deve estar confortável com o seu corpo na frente da câmera.

Estamos numa época em que acontecem ondas de protestos. E, para mim, o mais fascinante são as manifestantes ucranianas peladas. Você tiraria a roupa para se manifestar?
Não tenho problema em tirar a roupa. Por exemplo, se o fato de eu ficar nua encerrasse o programa nuclear iraniano eu pegaria um avião para lá e tiraria tudo. Mas eu só ia tirar a roupa. É um protesto, né?

Isso não é protesto, isso é uma benção.
Nesse contexto, seria um protesto. Mas nunca fui às ruas. Nunca mexi minha bunda da cadeira. Talvez eu tire a roupa na próxima passeata que tiver.

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WEEKEND

Milena Toscano, na Quinta da Boa Vista, para a revista Estilo.

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ON THE ROCKS

Nadine Ponce, entre as pedras do caminho da vida, para a revista Daslu.

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GALA

Thomaz de Oliveira acompanhado de Barbara Barreto, Bruna Barroso e Veronica Salin para a revista Status.

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ON THE ROAD

Mais imagens de Adriana Lima para a revista Vogue.

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