FUNDO BRANCO

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para a revista Piauí de novembro.

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A MAN FOR ALL SEASONS

Entrevista com Daniel Filho para a revista GQ de dezembro.

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Daniel Filho é um homem que sabe impor respeito. Mas, na hora certa, não se incomoda em baixar a guarda e mostrar como ele é.
Desde as janelas de seu confortável escritório, que se estende por varias salas rodeadas por uma quilométrica varanda, se pode contemplar o Cristo Redentor e os morros verdes do Rio de Janeiro de um lado e, do outro, o tráfego engarrafado da Barra da Tijuca. É desde estas salas – a meio caminho entre o Projac e Copacabana – que, desde faz algum tempo, Daniel articula as maiores bilheterias do cinema nacional. Se o inicio de sua carreira artística foi no circo, hoje ele domina como poucos a arte de fazer cinema e atrair espectadores. Com sua mão de aço em luva de veludo (que, não se engane, pode tirar na hora certa) consegue circular com a mesma firmeza e sucesso como ator (Salomão Ayala, em “O Astro”) ou produtor e diretor (“As Brasileiras”).
Tudo feito com a intensidade de quem não aceita, no final das contas, nada menos do que ser o maior e melhor.

JRD.- Na vida pessoal ou na vida profissional: onde você entende mais de mulher? Depois de quatro casamentos, já é um expert no assunto?
DF.- Na vida profissional. Na pessoal ainda não as compreendo.

JRD.- Isso porque profissionalmente você consegue mandar nelas e, pessoalmente, não? [risos]
DF.- Possivelmente. É uma boa desculpa. Só que não conheço nenhum homem que diga que entende de mulher, viu? Tem aquela famosa frase explicando que a mulher precisa de um manual inteiro e complexo que mostre o seu funcionamento. Já os homens vêm apenas com um botão de liga e desliga e está tudo certo.

JRD.- Segundo contam, você e Fábio Júnior foram os maiores pegadores da Globo. Se Daniel Filho não domina essa área, quem?
DF.- Não sei. O Fábio continua fazendo bobagem por aí, eu já parei. Acho que essa fama minha nada mais é do que uma questão geográfica.

JRD.- Ser o homem certo no lugar certo e na hora certa?
DF.- Sem dúvida. Sabe quando a mulher está com muito ódio e resolve dar para o primeiro que aparecer? Nesse caso, tive a sorte de ser este primeiro que aparece. Não quer dizer que seja grande conquistador, entende?

JRD.- Estamos em um meio em que a beleza, o talento e os egos se misturam em um coquetel explosivo. Alguma vez alguém ganhou um papel com você por atributos que não fossem técnicos? Já tomou alguma decisão baseada em...
DF.- Um favor sexual?

JRD.- Vamos abrir o jogo.
DF.- Tenho absoluta certeza que não! Mas, diante da posição que ocupei [como diretor geral de dramaturgia da Globo], posso ter sido usado sem saber. Que eu tenha me utilizado disso, jamais. Na minha profissão, a escalação para um personagem é uma decisão tão grave quanto botar um piloto em um avião.

JRD.- Misturando duas de suas paixões, TV e futebol: conseguiria escalar uma seleção nacional para as novelas brasileiras? O goleiro como autor e os jogadores como atores e atrizes.
DF.- De antemão aviso que minha goleira seria a Janete Clair [autora de O Astro, entre outras tramas], sem dúvida. Se fosse falar de um autor atual, citaria o João Emanuel Carneiro.

JRD.- E os atores que estariam nesse time?
DF.- Ter uma Fernanda Montenegro em um casting é uma segurança; um Lima Duarte também. Então, vamos supor que faça um meio de campo com Lima e Fernanda. Ainda colocaria uma Laura Cardoso ali. Os três velhinhos matariam a pau. Pensaria em um bom ator comediante como o Pedro Cardoso e teria bons galãs. Não sei dizer nem quem entraria em campo, mas convocaria Cauã Reymond, Rodrigo Lombardi, Fábio Assunção e Angelo Antônio. De atrizes, chamaria a Alinne Moraes, acho ela fantástica, a Deborah Secco, que é extraordinariamente boa, e a Leandra Leal. Contaria também com um outro bom ator que é o Marco Ricca. E estou deixando de fora dois dos meus mais fabulosos astros, mas que se der eu incluiria eles: Glória Pires e Tony Ramos.

JRD.- Com essa equipe você voltaria a dirigir novelas?
DF.- É de se pensar, hein? Mas para que essa maldição? O Daniel não pode ficar feliz, ele tem que sofrer como todo brasileiro e, por isso, vai voltar a dirigir uma novela.

JRD.- Aliás, a primeira sua como diretor, A Rainha Louca [em 1967], você entrou substituindo o [Zigbniew] Ziembinski. As pessoas ficaram com um pé atrás?
DF.- Ficaram e tinham toda a razão. Como um garoto que fazia show musical vai entrar no lugar do Ziembinski? Mas aceitei o convite do Boni [José Bonifácio de Oliveira Sobrinho] e fui mostrando serviço. Tinha essa vontade de fazer cineminha na televisão. Viram que eu conduzia para esse lado cinematográfico e aí a coisa colou.

JRD.- Nessa época você dividia o apartamento do Leblon com o Hugo Carvana e o Miéle?
DF.- Não, moramos juntos antes disso, quando rodei Os Cafajestes [lançado em 1962].

JRD.- Alguma história interessante dessa convivência?
DF.- Bom, estávamos nesse apartamento e fui para Cabo Frio filmar Os Cafajestes. Um dia volto e encontro a geladeira na sala. "Mas o que ela faz aqui?", perguntei. E o Miéle respondeu: "A gente só vai à cozinha para beber, então é melhor que a geladeira já fique na sala". [rindo]. Chegamos a morar em quatro lá: Carvana, Miéle, [Roberto] Maia e eu.

JRD.- Obviamente não tinha quatro quartos?
DF.- Não. O Maia dormia na sala, só depois que todo mundo já tinha chegado. Ele ficava possesso esperando a hora de dormir.

JRD.- Já que estamos no capítulo “memórias”, me fale dos momentos cruciais da sua trajetória e de suas contribuições que estão sendo premiadas este ano pela GQ.
DF.- Um deles foi quando fui para a Excelsior, com 24, 25 anos. Ali eu deixo de ser um ator de cinema porque, apesar de Os Cafajestes e o Boca de Ouro [também de 1962] terem feito sucesso, não tinha dinheiro nenhum. E na Excelsior voltei a fazer programas musicais. Outro momento foi quando fiquei desempregado na Tupi – acabei indo dirigir novelas na Globo – eu já com 28, 29. Aos 30 anos, sou o diretor geral de dramaturgia deles. Mais uma ruptura: em 1991, pedi demissão da Globo e parti para a independência. Foi uma fase complicada.

JRD.- Teve que ter coragem para isso, hein?
DF.- Muita, porque estava com 54, 55 anos me questionando: “O que eu quero ser? Qual o meu poder real? Ele é meu ou da TV Globo?” Saí e me dei mal porque descobri que terceirizar conteúdo para TV não funcionava. O Confissões de Adolescente ter entrado no ar foi quase um milagre. Só podia chutar uma bola em gol e acertei este gol. Paguei do meu bolso, as atrizes trabalharam de graça. O dinheiro que recebi da rescisão foi praticamente todo nessa produção. De início, ninguém queria comprar o projeto. Fui salvo pelo Armando Nogueira que me apresentou à TV Cultura - o último lugar que eu esperava que ficassem com o seriado. E aí as coisas começaram a acontecer. Eles passaram e pediram um segundo ano; consegui fazer tudo em filme. Tenho um caminho trilhado nessa ideia de produção independente que agora é bastante comum. Também fui o primeiro a apostar no digital. O primeiro filme que fiz em digital foi o Tempo de Paz (2009).

JRD.- Aparentemente você disse em outra entrevista: "Corro atrás do público como quem corre atrás de um prato de comida. Minha natureza profissional é essa, seja no circo, no teatro de revista, na televisão, no cinema. Este princípio me parece bastante legítimo, mas isso aparentemente incomoda as pessoas". É porque você é uma cara de sucesso, é porque...
DF.- As pessoas que não correm simbolicamente atrás de um prato de comida é porque são herdeiros. A não ser que sejam hipócritas e digam: “faço por amor à arte”.

JRD.- Nessa busca, você se tornou um diretor de blockbuster. Como sabe que uma história como o Se eu Fosse Você vai atrair público?
DF.- A gente nunca sabe. Achava que a troca de papeis podia render. Quer dizer, esse roteiro já tinha sido feito, só que não com marido e mulher. Portanto, essa era a grande sacada. Agora eu vou rodar Confissões de Adolescente, o Filme, por exemplo. Tudo leva a crer que ele deve fazer uma bilheteria forte. Tenho A Partilha (2001), que já era uma peça de teatro de sucesso. O Chico Xavier também achava que tinha potencial. Resolvi dirigir esse mesmo sendo um ateu.

JRD.- Só para registrar, aqui na parede do seu escritório está escrito: "eu sou ateu graças a Deus".
DF.- [Rindo] A gente nasce num mundo muito católico. Demora até você admitir que é ateu.

JRD.- Você levou quanto tempo?
DF.- Quase 60 anos.

JRD.- Mesmo assim, acho você um homem corajoso. As pessoas têm medo do Daniel Filho?
DF.- Acredita que têm. Descobri isso há pouco, durante O Astro. Ao final das gravações um colega comentou: “Gostei muito de trabalhar com você. Não sabia o que esperar”. Alguns desenvolvem umas barreiras infundadas comigo.

JRD.- É o seu poder que assusta os outros?
DF.- Diria que sou exigente mesmo, mas tenho sempre um trabalho de deixar a pessoa mais solta quando ela trabalha comigo pela primeira vez. Agora mesmo vivi experiências maravilhosas. Numa semana estava dirigindo a Xuxa; na outra, a Fernanda Montenegro.

JRD.- Parem as máquinas: então a Xuxa está na sua nova série, As Brasileiras?
DF.- Está sim.

JRD.- E a Sandy?
DF.- Também. E a Ivete Sangalo.

JRD.- Você é um cara de sorte.
DF.- A Xuxa é uma pessoa que você tem de se aproximar. Todo mundo me contava “coisas” dela, como possivelmente falaram para a Xuxa “coisas” do Daniel. E nossa convivência foi fantasticamente boa.

JRD.- É a lei da selva: “leão não come leão”.
DF.- Quando um leão ruge o outro não abaixa a orelha, o outro também ruge. Foi muito gostoso trabalhar com a Xuxa, que é adorável. Quando eu a chamei, ela confessou: “Daniel, não sou boa atriz e já aviso: todo mundo fica querendo mudar minha voz. Ela é assim de criança mesmo. Não tenho outra”. Fiquei com a impressão de que ela nutre uma opinião muito severa de si mesma.

JRD.- Uma autocrítica acirrada?
DF.- Sim. Pense o seguinte: ela é uma pessoa que conhece câmera, a câmera gosta dela, sabe se mexer, fica à vontade. Xuxa tem humor, é engraçada. Tem tudo para funcionar. E essas mulheres juntas é um absurdo. Naquela cena de abertura, como fiz em As Cariocas, você vê a Sandy e a Xuxa passando pela Fernanda Montenegro. É uma coisa muito louca.

JRD.- Essa é mais uma das suas conquistas como diretor superpoderoso. O sucesso atrai inveja. Você tem inimigos?
DF.- Devo ter, só não sei quem são. Meus inimigos são ocultos.

JRD.- Como você se protege deles?
DF.- Tem pessoas que, por diversos motivos, me evitam. Só não faço o joguinho "ela não entra aqui enquanto eu estiver". Procuro ser o mais afável possível.

JRD.- Depois de 30 anos o processo do Mario Gomes existe ou não?
DF.- Mario Gomes é uma coisa estranha porque não sei a opinião dele. Porque eu já coloquei o Mario em tantos trabalhos depois de todos os boatos.

JRD.- Há um ano atrás, saiu a notícia de que ele ia processá-lo por assédio moral e perseguição profissional. Isso aconteceu?
DF.- [Silêncio]

JRD.- Ok, vou respeitar seu silêncio. Vamos falar de amenidades. Você tem alguma cor favorita?
DF.- Azul.

JRD.- Não é vermelha?
DF.- Não, é azul. Por que seria vermelha?

JRD.- Em todas as fotos na praia vemos você de sunga vermelha. Inclusive parece ser a mesma há anos...
DF.- [Gargalhando]

JRD.- Só no Rio se usa sunga. Você me fez lembrar do presidente [João Batista] Figueiredo.
DF.- A Olivia [Byington, cantora, mulher de Daniel], me comprou um short, mas não gosto. Da próxima vez prometo aparecer de azul.

JRD.- Você está com 74 anos. O que a idade trouxe de bom?
DF.- Calma, calma, calma. Uma tranquilidade diante do trabalho, até diante de um possível fracasso. Com a idade a gente devia jogar futebol no meio do campo: paradinho, passando a bola para frente, pegando os passes. Você corre menos porque sabe que não precisa correr tanto. Mas estou muito feliz no sentido intelectual.

JRD.- E de ruim?
DF.- O ruim é ser velho. A pele enruga, o cabelo da perna cai, as varizes aparecem. Você sente o corpo envelhecendo. Acordo e todo dia com dor nas costas.

JRD.- Pode nos dizer quem é a mulher mais bonita do Brasil?
DF.- De todos os tempos ou de agora?

JRD.- Do século 20, do 21.
DF.- Do 20 eu diria que é a Tônia Carrero. É a mulher mais bonita que enfeitou o palco e as telas nacionais.

JRD.- Enfeitou a sua vida?
DF.- A minha e a de toda a minha geração.

JRD.- E agora?
DF.- São tantas meninas. Se eu falar uma, várias ficarão chateadas.

JRD.- Fora a Olivia e, de um ponto de vista meramente técnico empresarial, quem é a mulher mais gostosa do Brasil?
DF.- Alinne Moraes.

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CONFETE

Camila Mingori para Vogue Noivas.

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AÇÃO

Flavia Sampaio para a revista Estilo.

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FENO

A série de fotos de Grazi Massafera e o feno, publicadas na revista GQ.

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PASSANDO A LIMPO

A entrevista com Grazi Massafera para a revista GQ de novembro.

Cheguei atrasado para o almoço com Grazi Massafera e isto não alterou seu bom humor. Não só isso mas, quando terminamos, ela fez o gesto – inédito em situações como esta – de querer pagar a conta. Não deixei, claro, e também não deixei de me encantar por alguém que sorri sem parar, mesmo tendo que responder às perguntas mais incômodas.
Uma mulher bonita e bem humorada é irresistível e, desconfio, Grazi sabe como dosar tudo isto para que o tempo ao lado dela passe com uma rapidez maior que o normal. Rótulos que para outras pessoas podem ser um peso no universo artístico da interpretação (não é fácil ser ex-BBB ou ex-Miss) não grudam em Grazi. O que resta são seus olhos, seu sorriso e o especial momento de felicidade em que ela e Cauã Raymond estão passando com a gravidez recém confirmada. E se algumas pessoas nascem com estrela e outras com instinto, ela nasceu com os dois. –

JRD.- Grazi, minha teoria é: mulher bonita, bem humorada e brincalhona é muito mais sensual do que qualquer outra.
GM.- Ah. Legal que você pense assim.

JRD.- Toda vez em que nos encontramos a vejo de bom humor. Você é um pouco “palhassita”, não? Queria dizer que vejo isso como uma qualidade.
GM.- Têm algumas que encantam por mostrar uma sensualidade mais forte.
Acredito que eu tenha um tipo de sedução mais moleque mesmo.

JRD.- Agora você tem consciência disso. [rindo]
GM.- Tenho. E gosto. É divertido. Mas não me acho tão bonita. Fato. Ainda me considero uma menina. Ou melhor, uma menina-mulher. Essa percepção até me ajuda a manter os pés no chão. Porque as pessoas, de uma hora para outra, começam a vê-la como uma deusa. É um mundo de fantasia. E tem vezes em que se decepcionam na rua. Soltam um: “Ai, como você é magra”, no sentido negativo. Não são nada educadas, é como se eu fizesse parte de um zoologicozinho em que tudo pode.

JRD.- Mas você tem um corpo perfeito.
GM.- Qualquer mulher está longe de aceitar ou acreditar que tem um. Com 16 anos eu usava enchimento e tudo. Sempre tive muito complexo de não ter quadril nem seios e, na época, descobri que existia um truquezinho que se chama "pirelli". É como um acolchoado feito na medida do corpo que deixa o quadril maior. Os travestis usam. Eu colocava o meu por baixo do vestido. E enchia o sutiã de ombreiras também. Minha mãe, que é costureira, adaptava para mim.

JRD.- Em 2012 você vai fazer 30 anos. Como se sente fisicamente, não agora que está grávida. Porque mulheres bonitas, quando chegam nessa idade, são muito cobradas. Para um homem é muito mais fácil, se ficar barrigudo e bobo tudo bem.
GM.- Quero envelhecer bem é não me tornar escrava da beleza. É claro que eu sou vaidosa. Mas tomo muito cuidado porque a vaidade influencia em toda a sua vida. É nosso maior vilão ou mocinho mais puro. O que eu tento fazer é equilibrar isso.

JRD.- A vaidade ajuda a manter seu equilíbrio?
GM.- Sim.

JRD.- Curioso. Normalmente as pessoas se desestabilizam com a vaidade.
GM.- Meu maior incentivo para me cuidar é procurar ser saudável.

JRD.- Tirando essas inseguranças corporais corriqueiras, você parece não ter vícios ou defeitos.
GM.- Tenho sim, sou ciumenta.

JRD.- Isso é quase uma qualidade. Qual seu grau de ciúme, de 1 a 10?
GM.- Sete. Com potencial para mais, viu?

JRD.- Que bom, você está em um patamar saudável [risos]. Já fez alguma “cena”?
GM.- Não, sou controlada. Não gosto de barraco, não gosto de passar do ponto. Isso é uma qualidade e outro defeito meu.

JRD.- Diz a lenda que você tem ciúme da Alinne Moraes [ex-mulher de Cauã Reymond].
GM.- Não.

JRD.- Você não pode falar.
GM.- Posso sim.

JRD.- De onde surgiu essa história?
GM.- Não sei, você que me trouxe ela agora.

JRD.- Vocês se falam?
GM.- Quando nos encontramos. Como eles viveram um tempo juntos, é inevitável as pessoas ficarem curiosas. Ela é muito bonita e uma excelente atriz. Mas não tenho ciúmes. Meu marido não me dá motivos para isso.

JRD.- Mais algum vício ou probleminha?
GM.- Roer unha. Funciona como uma descarga da ansiedade.

JRD.- Ansiedade? Não vi você “roedora” no BBB [Big Brother Brasil].
GM.- Estava tão tranquila naquele momento.

JRD.- Tranquila? No BBB?
GM.- Foi como tirar férias em uma mansão, comendo e bebendo bem, nadando na piscina, tomando banho de sol.

JRD.- Ainda assiste ao programa?
GM.- Não tenho mais paciência para assistir ao BBB. Só muito de vez em quando. Não tenho tempo, até novela eu deixei de ver por causa do tempo.

JRD.- Falando em reality show, outra ex-BBB uma vez me ensinou uma artimanha para quando os fãs pedem para tirar uma foto com você e passam ma mão na sua bunda. Ela me contou que colocava o ombro dela debaixo do ombro do cara e, quando ele esticava o braço, não alcançava lá embaixo [risos].
GM.- Nunca provoquei essa coisa forte, sexual nas pessoas. Nunca me aconteceu.

JRD.- Por ser bonita, você já levou cantada de mulher?
GM.- Já, foi uma vez em uma balada em Curitiba. Ainda não tinha acontecido nada disso na minha vida. As minhas amigas falaram: “Vamos dançar porque você está muito dentro de casa”. Falei: “vamos”. Chegamos e comecei a achar tudo meio estranho. Já na porta tinha duas meninas se beijando. Falei: “Poxa, vocês poderiam me levar em um lugar para eu arrumar um paqueirinha”. De repente, veio uma menina e falou: “você já foi atendida?”. Mas o que ela me perguntou foi se eu já tinha sido “entendida”, só que não ouvi direito. Disse: “já, já fui”. Ela colou em mim e não saiu mais. Fiquei um pouquinho ali e depois fomos procurar outro lugar onde eu pudesse paquerar.

JRD.- “Fiquei um pouquinho ali”. A frase é complicada! [risos]
GM.- Fiquei no local por causa delas.

JRD.- Você nunca teve interesse nessa área?
GM.- Não, nunca.

JRD.- E em um homem, o que você mais admira?
GM.- O bom humor, o caráter e a determinação.

JRD.- O que não pode faltar no guarda-roupa dele?
GM.- Um blazer de um corte bom, uma calça jeans e uma camisa.

JRD.- Bom, senão o cara vai ficar pelado!
GM.- Adorei [rindo]. Você é tão sarcástico.

JRD.- Por falar em ficar pelado, explique essa questão da nudez? Quando posou nua você estava em começo de carreira. Como lidaria com o tirar a roupa hoje?
GM.- Na época eu só pensava em fazer fotos de bom gosto e no dinheiro na minha conta rendendo.

JRD.- Todo mundo pensa no bom gosto e no dinheiro.
GM.- Verdade, todas pensam nisso. Não sei como traduzir aquele momento para um filme, ou para a TV, porque ele ainda não aconteceu. Penso que, quando tem um contexto que protege você, a nudez faz sentido. Por exemplo, ainda não vi o filme da Camila Pitanga, o "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios".Comentam que ela está tão bem que ninguém nem lembra que ela estava nua.

JRD.- Você já leu o Kama Sutra ou alguma coisa dessas?
M.- Alguns trechinhos. Já folheei. Curiosidade absurda, né?

JRD.- Tem uma foto conhecida sua, é você e o Cauã nus. Aquilo é do Kama Sutra? É a posição do gafanhoto!
GM.- Essa imagem é uma das mais bonitas das que a gente fez juntos. Não foi pensada dessa forma na hora do clique não.

JRD.- Muito bem, vamos falar mais um pouco de...
GM.- Do quê?

JRD.- De sexo. Mas se você for uma garota sensível e não quiser.
GM.- Ah...

JRD.- Se não me engano li alguém falando que o sexo na gravidez é muito melhor.
GM.- Você quer saber se isso já está acontecendo?

JRD.- Alguma coisa tem de estar acontecendo.
GM.- A sensibilidade fica bem mais aflorada.

JRD.- Parabéns pela sua gravidez, Grazi. Casal lindo, filhos lindos. Mas me conta qual a importância, não nesses momentos maternos que tudo fica mais sensível, qual a importância do sexo na sua vida. Como a mulher mais sensual do Brasil, aliás, você se acha sensual ou sexual? Sei a resposta, mas eu queria ouvir a sua.
GM.- Acho tão difícil responder [risos].

JRD.- Então eu vou dar uma resposta e você confirma ou não. É mais simples. Acho você uma mulher de uma sexualidade inacreditável [risos]. Concorda?
GM.- Não sei o “inacreditável”. Talvez eu seja mais sensual do que sexual. O que a gente ia falar?

JRD.- Exatamente disso [risos].
GM.- É muito engraçado. Você meio constrangido em perguntar e eu só rindo.

JRD.- Acha o sexo importante?
GM.- Muito importante.

JRD.- Na escala de 1 a 10?
GM.- 1000, 10.

JRD.- Oh, oh... Ninguém segura essa mulher, então?
GM.- Para mim, sexo está muito ligado ao amor.

JRD.- Sem orgasmo pode ser bom?
GM.- Pode.

JRD.- Porque acho que o amor envolve prazer, mas sexo sem orgasmo é diferente. É para satisfazer o outro...
GM.- Tem o seu valor.

JRD.- E a frequência?
GM.- Sem regras, quando dá vontade.

JRD.- Quando tem alguém também.
GM.- Alguém eu estou tendo sempre, né?

JRD.- Quando a pessoa está perto, quis dizer.
GM.- Frase feita: acho que é muito melhor com qualidade.

JRD.- Tenho um amigo que acredita que da quantidade sai a qualidade.
GM.- Pode ser. Não, não, essa é uma visão muito masculina. A mulher tem uma coisa de cheiro, de toque, que é diferente. Isso leva a uma qualidade. Portanto, nem sempre a quantidade resulta na qualidade.

JRD.- Muito bem. Você é boa de qualidade?
GM.- Tem que perguntar para o meu marido.

JRD.- Me diz uma coisa, tem um primo meu que se dá muito bem com as ex-mulheres. São várias. Eu invejo as pessoas que se dão bem. Você se dá bem com os seus?
GM.- Não tive mais contato, mas é lógico que se encontrar existe a cordialidade.
Nunca mais viu o Alan [também um ex-BBB]?
GM.- Não, nem o meu ex-namorado da minha cidade.

JRD.- E qual foi a frase do Cauã que ganhou você? Em que momento você pensou: “esse é o cara?”
GM.- Foi assim: no segundo dia em que a gente estava junto, Cauã olhou pra mim e falou que me adorava. E eu: “Mas já?” Ele respondeu: “Foi muito rápido, né?” A gente caiu na gargalhada.

JRD.- O seu casamento em segredo aconteceu mesmo?
GM.- Não. Não o oficial, mas o...

JRD.- Quantos casamentos existem?
GM.- Existe um quando você resolve morar com a pessoa. Dito isso, estou casada há praticamente cinco anos.

JRD.- Cinco anos?
GM.- Vai fazer em março do ano que vem.

JRD.- Agora que você vai ter uma família, olhando para trás, o que mudou da Grazielli para a Grazi?
GM.- A inocência. Ela vai se perdendo com o tempo. E me esforço muito para mantê-la. Não posso pagar de boba, mas ter um pouquinho de ingenuidade é essencial. Sorrir como criança.

JRD.- Por que começou a perder sua inocência?
GM.- Fiquei mais madura, o que é muito bom. Hoje sou mais determinada, mais profissional. Peguei essa determinação da minha mãe, segui muito o sonho dela. Cheguei em um ponto em que eu conquistei todos os sonhos da minha família e acabei vazia. Daí tive de fazer terapia.

JRD.- Faz tempo isso?
GM.- Já faz seis meses, um ano. Seis meses que eu entrei em processo. Um ano que eu procurei. Isso me ajudou muito para não sentir esse vazio todo e ir atrás de outros sonhos. Sou movida a isso.

JRD.- Quais são os seus outros sonhos?
GM.- Um deles hoje ele está aqui dentro de mim [risos].

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