TRIPLEX

O colunista Bruno Astuto e as gêmeas aquáticas Bia e Branca Feres também estão na Rev. Nacional #2.

01d 180185.jpg

01d 180195 copy.jpg




INVISÍVEL

Ricardo Setti escreve, na Rev. Nacional #2, sobre encontros com celebirdades em lugares inesperados.

01d 180203.jpg



SUPLEMENTO

A segunda edição da Rev. Nacional vem acompanhada de um suplemento especial, dedicado aos quadrinhos, com a participação de Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Fabio Moon e Rafael Grampá.

01d 180230 copy.jpg



#2

144 páginas de fotos e textos de Ivan Marsiglia, Bruno Astuto, Michi Provensi, Luis Toledo, Fernando Paiva, Ronaldo Bressane, Hermés Galvão, Ricardo Setti, Bia Braune e Luis Guerrero. A segunda edição da Rev. Nacional.

01a 180229 copy.jpg



B&P

Retrato de Jô Soares para a revista Época desta semana.

_MG_2291.jpg



SENSE & SENSIBILITY

O texto da coluna para a revista Trip de outubro.

Se você é um dos que fura a fila, qualquer fila por qualquer motivo. Fala com a boca cheia de comida. Apóia os pés no encosto da poltrona da frente no cinema, mesmo que vazia. Comenta o filme com o vizinho(a) no cinema em voz alta. Tenta monopolizar a conversa em uma roda de amigos e, ainda por cima, fala apenas de si mesmo. Fica mudo depois de receber um presente, uma gentileza, mesmo que seja um copo de água em um dia de muito calor e esquece de pronunciar “obrigado”, ou “muito obrigado”, duas das palavras mágicas que abraçam corações. Se você não deixa escapar de sua labios estas mesmas palavras quando alguém cede o passo ao entrar no elevador ou ao cruzar alguma porta. Passa perfume pelo corpo em quantidades suficientes para fazer explodir as narinas de qualquer ser vivente que se atreva a circular a poucos metros de distancia de seu corpo perigosamente embalsamado. Se na hora de telefonar para alguém disparar o “quem fala?” antes de se apresentar (1) e perguntar pela pessoa procurada. Se você não olha para os olhos da pessoa com quem se está conversando. Fura o farol vermelho ou estaciona em algum lugar proibido (2), arremessa qualquer coisa pela janela do carro (nem menciono da janela do prédio porque isso já é demais), mesmo que seja a ponta do cigarro, na rua (se ele estiver acesso, e for na estrada, nem se fala, então). Se você, por acaso é o dono daquele cachorro que fica latindo a noite inteira. O se você decidiu que pode mijar na rua, colocar os cotovelos na mesa, solta traques sem se importar com os outros ou tirar melecas do nariz (mesmo se achando protegido atrás das janelas fechadas, na solidão de um carro vazio preso no meio do trânsito empacado). Ou se por acaso não percebeu, mas faz perguntas e não presta atenção nas respostas. Se você é daqueles que fala no celular com um tom de voz que faz com os outros ao seu redor (serve a mesma distancia da regra do perfume) tenham de participar de todos seus problemas, alegrias e tristezas. Se você não se importa em coçar o saco na frente dos outros (e neste caso a coisa se aplica aos dois casos, o figurativo e conceitual de não fazer nada e o literal). Se acha que é legal xeretar a correspondência dos outros (a não ser, é claro, que você seja um policial e tenha um mandado do juiz).
Se você é um deles, meu caro, e tem o costume de praticar algum destes atos de uma maneira constante, consciente e deliberadamente, se não acha que as regras básicas da boa educação são uma forma de convivência e consideração para com os outros, saiba então que você é, nem mais nem menos, um mal educado. Ponto.
___
(1) De entre todas as coisas que mais me abismam é quando alguém liga para o celular do outro e quer saber logo de cara quem esta falando. A regra é clara, quando você vai na casa de alguém é a pessoa na casa que pergunta quem é para quem toca a campainha, não ao contrario.
(2) Neste capítulo o cara que para na frente de um portão ou de uma guia rebaixada merece o título de cidadão “honoris causa” da má educação folgada.



SAFARI

Texto escrito para a revista The President #6.

Viagem TP06-1.jpg

“Ici ce n’est pas Paris, madame. Ici c’est le Kilimanjaro.”
Ouvi essa frase alguns anos atrás, confortavelmente instalado debaixo da lona de um acampamento nas planícies do Serengeti, na Tanzânia. Quem a pronunciou, em francês mesmo, foi um o gentil rapaz sul-africano que tomava conta do bar. Era um fim de tarde e até aquele momento, enquanto sentia o Pimm’s gelado descer pela minha garganta ressecada, a visão deslumbrante do por do sol tinha sido embaralhada pelo continuo nhenhenhém da acompanhante de um dos hóspedes. Ela reclamava – sem parar – de tudo o que durante os últimos dias havia sido, para os outros e especialmente para mim, uma maravilha.
A moça em si, digo a compleição física dela, não era nada má. Bem ao contrário, devo reconhecer. O abençoado biótipo que envolvia sua personalidade era o que os tarados de plantão chamariam voluptuoso. Ela se movimentava, inquieta, sobre longas pernas de tenista russa, equilibrada em Louboutins de saltos finos. Estes aumentavam ainda mais sua presença e faziam ondular seus, digamos, atributos ao caminhar desajeitadamente sobre o chão irregular da África Oriental. Acontece que o dress code de tamanho monumento era mais indicado para se mimetizar entre suas colegas do Club 55 em Saint Tropez (ou se esparramar a bordo de um iate – com um negroni na ponta dos dedos – tendo os Faraglioni de Capri ao fundo) do que na savana africana.
Foi quando o ranger desferiu, com um sorriso e muita delicadeza, o comentário que o marido deveria ter se atrevido a esgrimir. Mas que, presa impotente de sua cara-metade carnal, não tinha feito. O ranger havia lembrado à moça que em qualquer lugar existem códigos. E que, escritos ou não, eles devem ser seguidos – para que os iniciantes não se sintam como peixes fora d’água.
Mimetizar é um bom conceito. É a palavra que se deve ter em mente ao preparar uma viagem dessas. Mas lembre-se: tudo tem um limite. Pense que, por mais que você queira, nunca vai ser um dos locais – seja qual for o lugar a ser visitado. A coisa é acompanhar o fluxo sem parecer que está querendo se enturmar demais. Ou sem deixar transparecer que você não tem qualquer interesse pelos costumes locais, pertencentes a uma realidade desconectada da sua. Não se esqueça: somos sempre nós que visitamos o país, a casa deles. Somos os convidados.
Andar pelo mundo deve ser feito sempre em boa companhia. E não existe melhor companheiro de viagem do que aquele que já viajou bastante. Passar dias e dias dependendo dos encantos naturais – ou animais – para estabelecer qualquer conversa, sem nenhuma novidade ou atualidade absorvida por meio da televisão ou da internet, requer certa habilidade e boa dose de estoicismo. Hemingway só levava para suas caçadas quem fosse bom de copo, de histórias e de pontaria. A ordem dos três requisitos não fazia diferença, mas eles tinham de ser preenchidos. Hoje a pontaria não serve para nada. A caça não é mais correta (nem política nem ecologicamente pensando, o que diria então falando). E, a não ser que você esteja armado com uma bela teleobjetiva que possa preencher a tela de sua câmera com o focinho de um tigre, é melhor levar companhia que não se incomode com as reentrâncias e saliências da vida ao ar livre (1).
Só porque você vai para a África não quer dizer que tem de se fantasiar como ranger, mercenário ou guerreiro massai. Saiba que na África os únicos que andam com roupas com estampas camufladas são soldados dos exércitos locais ou os poachers, caçadores clandestinos. Estamos de acordo então que você não vai precisar nem de uniforme nem de um AK-47. Mas não saia de casa, não entre no avião sem uma travel jacket. A travel jacket não é mais do que uma jaqueta feita de um material leve, de cor natural, com a vantagem de ter bolsos suficientes para poder guardar – bem guardados, isto é escondidos e sempre à mão – o passaporte, documentos, dinheiro, pequeno guia do lugar, óculos de sol, charutos e, quem sabe, um exemplar do International Herald Tribune. Porque safári não rima com tecnologia digital e o máximo de informação que você vai obter será por meio do papel. E, com raras exceções, os jornais locais não servem para muita coisa. A tradicional marca italiana Brioni faz uma travel jacket com (atenção!) 16 bolsos. Não sei, me parece um pouco de exagero (2).
Tenho receio de que se ocupar todos eles o excesso de peso vai me fazer afundar no primeiro lamaçal que encontrar pela frente. Você pode andar bem servido com uma da marca Beretta modelo Okawango – sim, a célebre casa italiana que fabrica armas desde 1526 tem uma bela coleção de acessórios. Ou, se for questão de budget, uma Gant de cinco bolsos resolve. Mas preste atenção: em seu afã de elegância resista á tentação de vestir uma saariana de mangas curtas combinando com a calça cáqui. Jânio Quadros (depois dele, você sabe, le déluge) foi o único que não se importou em se fantasiar dessa maneira, mas o ex-presidente não era exatamente uma referência em termos de elegância. O importante é que a travel jacket resolva o problema nos momentos de transporte, de chegada (lembre-se sempre do efeito de uma boa entrada em qualquer lugar, aparência é tudo). E que, vestida sobre um suéter nas noites em volta ao fogo do acampamento, possa levá-lo ao patamar dos viajantes-aventureiros mais bem preparados e experientes. O barão Von Blixen, um dos mais flamboyant dos white hunters, utilizava com o mesmo garbo e elegância sua travel jacket tanto na fazenda de sua cara Isak Dinesen – aos pés das Ngong Hills – como nos salões do Fairmont Hotel em Nairóbi (3).
Os traslados de um país a outro, na África, são feitos em aviões pequenos, com poucos lugares, que decolam e pousam tranquilamente em curtas pistas de terra. Para facilitar a vida do piloto, e aumentar a segurança dos passageiros, é bom que o peso da bagagem não exceda 15 quilos. E se isso causa aflição na hora de fazer sua mala, lembre-se de que vai passar a maior parte do tempo de camiseta e shorts. Depois de três dias a bordo de um jipe, você descobrirá que roupa amassada não faz feio, ao contrário. Em boa parte da África o clima é quente, porém seco. Isso quer dizer que por mais calor que o sol derrame sobre sua cabeça nunca vão aparecer aquelas manchas de suor nas axilas, inevitáveis em áreas tropicais depois de dez minutos de caminhada. O sentimento da aventura não combina com uma calça engomada. Um safári, por mais luxuoso e cheio de mimos que seja, não é um spa.
A bagagem deve ser mole, uma bolsa de couro, marrom de preferência para não acusar a quantidade de poeira que acumulará de um lado a outro, resolve o problema. Não é preciso chegar ao extremo do explorador Pietro di Brazzà (4) que encomendou ao próprio Louis Vuitton um baú sob medida com um fecho que só ele conseguia manobrar. Era uma pequena arca repleta de compartimentos secretos. Após sua morte a bagagem teve de ser devolvida a Paris para que o fabricante pudesse abri-la e vários documentos viessem à luz. Mas se você for daqueles que só viaja em avião privé, é claro que sempre se pode tentar ser um pouco mais extravagante. E pedir, para a mesma Louis Vuitton, um baú igual ao do compositor e pianista Ryuichi Sakamoto. Ele se transforma, acredite se quiser, em escritório. Com mesinha e mil gavetinhas para acomodar CDs, documentos, uma vitrola (isso mesmo, vitrola) e tudo mais que um músico – em transe de compor – possa precisar.
O conforto pode ser relativo para quem não gosta de formigas ou aranhas, ou qualquer míni-animal que seja considerado, de acordo com os biólogos, um inseto. Eles provocam mais repulsa em alguém do sexo feminino do que um filhote de gambá. Aliás, um filhote de qualquer coisa desperta os instintos maternais mesmo na mais dura das mulheres, calejada nos mais altos postos executivos. De qualquer maneira, hoje em dia, um safári na África é uma aventura praticamente desprovida de incômodos. O Singita Grumeti na Tanzânia, por exemplo, está incluído na Golden List dos melhores hotéis do ano pela revista Condé Nast Traveler.
O serviço e as acomodações dos acampamentos estão à altura dos mais refinados hotéis das grandes capitais do mundo. Em alguns deles o sistema de água encanada permite que você tenha até uma banheira dentro da sua tenda, alem de mesinha, cadeiras e cama de casal. Nada contra, dá uma bela foto de lembrança. Mas acho mais divertido encarar o padrão dos lugares em que as firulas ficaram para trás e tudo é um pouco mais elementar. Como nos tempos em que Gregory Peck, no papel de Harry Street, circulava em volta do Kilimanjaro à procura de uma Ava Gardner perdida (5). Ali o banho era feito por meio de um balde. É o popular bucket shower. Um recipiente, com torneira na base, suspendido em um galho de árvore. A sensação de estar nu, no meio da savana, ensaboando o corpo debaixo dos pingos da água morna, enquanto a brisa sopra, pode parecer estranha nos primeiros momentos. Mas depois se torna uma experiência revigorante, de liberação total.
Para ver os animais é preciso acordar cedo. Não tem jeito. Eles caçam a noite inteira e ao amanhecer, sedentos de tanto correr atrás de suas vitimas (ou de escapar de seus perseguidores) se dirigem para os pontos onde existe água. Passam o restante do dia escondidos, do sol e de outros predadores. Por isso deixe para trás todo acompanhante-soneca que não consiga se levantar no escuro e no meio do frio (sim, de dia faz calor, mas de noite a temperatura baixa para um dígito). Acostume-se a tomar apenas um English breakfast, antes de o sol nascer, e depois se encarapitar em um Land Rover (6) e partir em busca dos reis do sertão africano. O carro é uma maneira intermediária, pois a procura também pode ser feita a pé ou de balão. O objetivo, no entanto, é sempre o mesmo: chegar o mais perto possível de qualquer animal que, em condições normais, só poderia ser visto no zoológico.
Uma boa leitura à mão é sempre recomendável. Mesmo porque um livro de tamanho razoável ajuda a passar as horas perdidas entre as conexões aéreas. Não se esqueça que, quanto menor o avião maior é o atraso. Pode ser um Kapuscinski, uma Dinesen, um Hemingway, um Rimbaud ou um Gide (7). Autores que serão companheiros invisíveis, mas capazes de familiarizá-lo com os fantasmas do território em que você está se deslocando, e que o ajudarão a ver o que ninguém mais consegue enxergar.
A palavra safári é de origem árabe (safra), passou ao suaíli, chegou ao Ocidente pela pena de sir Richard Francis Burton e significa travessia rumo ao desconhecido. É por isso que tais momentos devem ser encarados de mente aberta, já que é nos detalhes que se compreende o significado de tudo. Um safári é uma das poucas viagens em que seu cartão de crédito não vai soltar fumaça em lojas e mais lojas (a não ser que você compre hectolitros de Amarula no free shop de Joanesburgo). É uma experiência para que os sentidos desfrutem de sensações que com o tempo foram deixadas para trás, esmagadas pela falta de sentido da selva de pedra das grandes cidades. Apenas um lembrete: quando estiver no meio da savana, tentando capturar tudo que o cerca nos megapixels de sua câmera, lembre-se apenas de uma coisa – o essencial é invisível aos olhos ()8.

Notas
(1): se bem que muitos acampamentos hoje sejam cinco estrelas. E as comodidades e os mimos oferecidos quase fazem desaparecer o gosto da aventura e do improviso.
(2): foi em 1968. Um californiano entrou numa das lojas da marca Brioni, em Los Angeles, e pediu para que fizessem para ele, sob medida, uma jaqueta com 16 bolsos. A Brioni gostou tanto da ideia que incorporou o modelo à sua coleção permanente.
(3): “I had a farm in Africa, at the foot of the Ngong Hills.” Assim começa o romance Out of Africa (A Fazenda Africana), escrito em 1937 pela dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962). Ela se tornou célebre mundialmente com o pseudônimo de Isak Dinesen.
(4): o filme é As Neves do Kilimanjaro, de 1952, baseado na novela de Ernest Hemingway (1899-1961) com o mesmo nome.
(5): Pietro Savorgnan di Brazzà (1852-1905), explorador de origem italiana. Foi governador do Gabão e do Congo Francês de 1886-1898, nêmesis de Henry Morton Stanley. Fundou a cidade de Brazzaville.
(6): ultimamente os carros foram substituídos por Toyotas pintados com aquele tom verde-inglês peculiar do Land Rover.
(7): tudo depende da região a ser visitada. Voyage au Congo de André Gide se for o Congo. Cartas Abissínias de Arthur Rimbaud, se o destino for a Etiópia. A Fazenda Africana de Isak Dinesen para quem preferir se perder pelo Quênia. As Neves do Kilimanjaro, de Ernest Hemingway para os que preferirem admirar de perto a majestade da única montanha – ainda – nevada da África. Ébano – Minha Vida na África de Ryszard Kapuscinski se o passeio for por Nigéria, Libéria, Ruanda ou Angola.
(8): a frase é de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), excelente escritor e exímio piloto de avião.

Viagem TP06-2.jpg

Viagem TP06-3.jpg

Viagem TP06-4.jpg

Back to basics
Guia prático para você não entrar pelo cano na savana
O que é recomendável levar
• Roupas de algodão, de cores básicas. Afinal, você não quer ser confundido com uma arara-canindé perdida na savana.
• Botinas, de preferência as desert boots originais da Clarks, para andar durante o dia e ainda ter conforto à noite.
• Calças cargo. Não precisam ser camufladas, a não ser que você seja membro da NRA (National Rifle Association) ou tenha sido um dos mercenários do grupo de “Mad” Mike Hoare.
• Chapéu ou boné. Mas atenção: evite aqueles chapéus australianos com a aba levantada de um dos lados. Só John Wayne ficava bem com um deles na cabeça, se exibindo para Elsa Martinelli em Hatari. É pura perda de tempo e de estilo. E você jamais vai passar por um ranger verdadeiro. No máximo, ficará com uma das bochechas vermelhas – de tanto ficar exposta ao sol.
• Amigo(a)s que não se importem em trocar pneus furados, enfiar o pé na lama, acordar cedo mesmo de ressaca, dormir cedo, ouvir histórias dos outros e contar boas histórias acontecidas com ele mesmos.
• Cartões de memória e baterias extras para sua câmera. A função de ter que baixar as imagens para o computador no fim do dia, no acampamento, é um porre. Para você e para os outros, que terão de ajudá-lo a encontrar uma tomada elétrica no meio do deserto.
• Se você não se importa em mergulhar entre crocodilos e hipopótamos leve também um calção de banho.
O que não é recomendável levar
• Roupa de linho. Pode ser leve de vestir, mas amassa em dois minutos e ninguém merece ter de suportar o look amarfanhado tipo “fuga da Ilha do Diabo”.
• Colete de fotógrafo. Ele pode ter mil e um bolsos, mas nem os verdadeiros fotógrafos estão mais usando a peça.
• Amigo(a)s que não estejam muito dispostos a trocar pneu, enfiar o pé na lama, acordar cedo, dormir cedo, ouvir histórias dos outros e contar boas histórias sobre eles mesmos.
• Perfumes e loções fortes. Nada deve superar os cheiros naturais do lugar; o das acácias no fim do dia ou o do orvalho sobre os galhos secos ao amanhecer.

Travelling light
Ou como fazer uma mala de no máximo 15 quilos, masculina ou feminina, para um safári
2 pares de shorts (cáquis)
2 pares de calças de algodão (chinos ou cáquis)
1 travel jacket
1 suéter
1 casaco leve impermeável, contra a chuva
1 suéter de gola rulê
3 camisas de manga comprida
3 camisetas
3 pares de meias
1 par de tênis
1 par de desert boots
1 par de flip-flops
2 bonés
2 cangas
Underwear á vontade (senhoritas não devem se esquecer de sutiãs esportivos)
1 garrafa de água, para ir enchendo no caminho



DUNAS (3)

Candice Swaneopel para a revista Vogue.

_MG_8579.jpg

_MG_8186.jpg

_MG_7210.jpg



_MG_7041.jpg

_MG_7510.jpg

_MG_8138.jpg



_MG_8425.jpg

_MG_8660.jpg

_MG_7896.jpg




abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
janeiro 2013
dezembro 2012
novembro 2012
outubro 2012
setembro 2012
agosto 2012
julho 2012
junho 2012
maio 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
janeiro 2012
dezembro 2011
novembro 2011
outubro 2011
setembro 2011
agosto 2011
julho 2011
junho 2011
maio 2011
abril 2011
março 2011
fevereiro 2011
janeiro 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
agosto 2010
julho 2010
junho 2010
maio 2010
abril 2010
março 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004


Receba um aviso quando
tiver novidades no site,
basta colocar seu e-mail
no box abaixo e enviar.