JOIA

Para a revista Vogue Noivas.

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BALANÇO

Debora Bloch para a revista Estilo de maio.

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ESPETACULAR

As fotos e a entrevista de Tiago Leifert para a revista GQ de maio.

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Tiago Leifert é focado. Portador de um tipo de antena parabólica orgânica, ele registra e absorve rapidamente as informações captadas por seu sistema receptor. Sempre impulsionado por um sorriso intermitente, e mesmo com problemas no ligamento de um dos joelhos, não hesitou nem por um instante em ficar pulando na frente de um halo de luz por longos minutos durante uma sessão de fotos. Aos 30 anos, oficialmente ainda morando com os pais, ele não se deixa intimidar.
O improviso e a maneira com que se aproxima do público fizeram dele um caso de ascensão estratosférica na televisão brasileira, ainda que seja “apenas” o apresentador local do Globo Esporte em São Paulo.
De segunda a sexta, acorda 4h30 e, até dormir, lá pelas 20h, se dedica quase que integralmente ao trabalho - assiste aos jogos e competições, cria as pautas, lê, ouve e discute todo e qualquer assunto que possa estar no programa do dia seguinte. Assim, quando o Globo Esporte começa, ele tem tudo engatilhado na cabeça e, emoldurado em mais sorrisos, fala ao vivo e em cores sem usar o teleprompter. Façanha que poucos colegas conseguem repetir. Contrariando os críticos e à revelia dos profissionais de mesas redondas empoeiradas, Tiago Leifert conseguiu impor um estilo em uma área dominada pela falta de bom humor.
O relógio chorava 21h30 quando nos despedimos depois de um dia de fotos e entrevista – já era praticamente madrugada no fuso horário do Planeta Leifert. Se os sonhos imediatos do seu mais célebre habitante são simples – “...beber oito Coca-Colas” -, e o ambiente em volta dele confortável – cresceu na Globo e namora jornalistas da casa -, suas ambições são sérias - “[Daqui a dez anos] me vejo um executivo da emissora”. Não se engane: por trás das piadas e brincadeiras nem sempre compreendidas, nem sempre engraçadas, existe um homem que sabe ser contundente se provocado.

Duran - Você acha se enquadra na categoria ‘bom moço’?
Tiago Leifert - Eu acho que sim. Nada na minha vida me forçou a ser malvado. Já houve momentos em que eu tive que ficar bravo, especialmente no Globo Esporte, mas é muito raro. Tive uma família muito amorosa e tranquila, amigos muito bons, escolas muito legais. Então, enveredei pelo lado da bondade.

E o trânsito, por exemplo, não te deixa louco?
O trânsito é uma catarse para mim, me perco, saio da moldura completamente.

Você sai do carro para brigar com um cara que te fechou?
Não desço do carro, mas falo muitas coisas para ele e para várias gerações da família dele. Fico muito bravo no trânsito. Minha namorada diz que sou duas pessoas, Dr. Jekyll e Sr. Hyde. A resposta para a sua pergunta está no meu estômago: tenho gastrite há sete anos. Acho que sou um cara implosivo.

E no trabalho?
No trabalho tem momentos em que você deve ficar nervoso e eles são necessários. E eu acho que eu soube usar bem isso. Porque se você briga muito e esperneia muito acaba perdendo a credibilidade e vira só um nenê chorão.

Você gostaria de dar porrada em alguém de vez em quando?
Eu gostaria de ter essa liberdade. Eu brigo no trânsito, mas não consigo passar de um limite, não consigo descer do carro. Depois de trabalhar na TV se eu dou um murro em alguém vira manchete em algum sitezinho no dia seguinte.

Recentemente você saiu do Twitter, mandou todo mundo tomar banho e depois voltou. Por que?
Na verdade, pra não mandar todo mundo tomar banho, eu falei: "Pessoal, o nível da discussão aqui está baixo". O Twitter não é o lugar para você discutir o sexo dos anjos porque só cabem 140 caracteres ali. E as pessoas estavam me mandando perguntas sobre assuntos complicados, CPIs, direitos de transmissão do Brasileirão, assuntos estratégicos da Globo. E como eu não consigo desmentir em 140 caracteres as teorias absurdas, conspiratórias e ridículas, a não ser xingando a pessoa, preferi dar um tempo.

Não seria mais fácil bloquear?
Eram muitos, eu iria perder muito tempo. É uma onda de gente idiota. Daí uma colunista da Folha viu que eu estava fora do Twitter, resolveu fazer uma matéria e usou uma crase no título. Só que nem todo mundo sabe o que uma crase é e ela escreveu: "Por pressão à Globo Tiago Leifert saiu do Twitter". Isso é um absurdo enorme, é uma injustiça com os meus chefes e com a empresa que me deixa trabalhar do jeito que eu quero, com a roupa que eu quero, sem teleprompter, fazendo o jornal que eu quiser. Tive que voltar ao Twitter e dizer: "Pessoal, ninguém me mandou sair. Saí porque quis. Mas, beleza, então, já que eu faço tanta falta, vamos continuar". E aí eu tive mesmo que bloquear uns mil caras chatos.

Por que você não aprova o seu perfil falso no Twitter?
Porque ele não é de humor. Se fosse, beleza. Ele está usando identidade falsa para enganar menininhas. Aquele cretino é uma ameaça em potencial, ele tem nove mil seguidores! As pessoas não sabem a diferença entre uma verify account para uma no verify account.

Qual foi o momento mais complicado que você passou na sua carreira?
Em 2009, a estreia e os primeiros dois meses de Globo Esporte. É uma coisa da qual eu não tenho a menor saudade e se me dissessem que eu teria que passar por aquilo de novo, talvez eu não quisesse.

Mas, teoricamente, já não estava tudo formado na sua cabeça?
Na minha cabeça, sim. O problema é que o Globo Esporte é uma instituição de 32 anos. Tinha gente que estava lá desde antes de eu nascer. E é difícil convencê-los que “agora não vai mais ser assim, vai ser desse jeito aqui". Meus chefes me deram uma missão: "Salve o Globo Esporte". Na hora que eu abri o paciente e olhei as entranhas, falei: "Puxa vida, tá cheio de problema esse troço!".

E você acha que salvou o Globo Esporte?
Nós salvamos, sim. Eu e a equipe inteira.

Na briga do Clube dos 13 versus o resto, de quem é a razão? Aliás, alguém tem razão?
Não é questão de razão. É uma mudança de filosofia com vários argumentos prós e contra. Os clubes resolveram negociar sozinhos seus direitos porque há clubes que têm mais espaço na mídia e há clubes que têm menos. Os grandes clubes estavam ganhando a mesma coisa que os pequenos e acharam isso injusto. "Opa! Pera lá! Por que eu estou ganhando o mesmo que aquele time que tem menos torcida?".

Justamente quando outras emissoras entraram na concorrência pelo direito da transmissão dos jogos?
É que venceu o contrato neste ano. E a oferta está muito melhor, tem muito mais gente disposta a pagar. O que as pessoas precisam entender é o seguinte: os clubes são livres pra negociar com quem eles quiserem. Estavam todos ganhando a mesma coisa e agora os contratos estão variando e são contratos que as pessoas levam para o lado passional muito facilmente porque a gente está falando de clube de futebol. Mas, se você for pensar, é um contrato como outro qualquer. É assim: "Fulano, você tem 800 milhões de torcedores e tem, no mínimo, vinte jogos". E quem negociava era o Clube dos 13 e eles tiraram os intermediários.

E nessa história quem vai sair perdendo?
O Clube dos 13 vai parar de existir, certamente. E a única coisa com que a gente tem que tomar cuidado, e eu falo como torcedor, como um cara que gosta de futebol, é evitar que o de cima suba e o de baixo desça. Deixar os clubes grandes e fortes cada vez maiores e fortes e os clubes intermediários cada vez mais fracos.

Mas isso é inevitável.
É uma lei do mercado, um darwinismo futebolístico de base social. Na Espanha é assim, Real Madrid e Barcelona ganham as maiores fatias da TV. No Brasil, os grandes clubes precisam entender que não adianta sugar aquele negócio todo, porque vai se matar o futebol brasileiro.

Nunca vamos ter uma CPI da CBF?
Estão tentando. Sou a favor de qualquer CPI. Acho que quem não deve não teme. Mas quem é que está encabeçando a CPI da CBF? O Anthony Garotinho, que também já não tem um passado tão bacana.

Você acha que a abertura da Copa vai ser em São Paulo ou no Rio?
Eu acho que vai ser em São Paulo.

Vamos fazer uma aposta?
Valendo uma camisa da seleção brasileira.

Já tenho uma do Pelé.
A do Pelé é imbatível! Eu tenho uma do Neymar.
Você acha que vai ser no Rio?

Eu apostaria que sim.
Tem gente que garante e acredita muito que a abertura e a final vão ser no Maracanã.

No que ajuda e no que atrapalha você ser filho de um diretor da Globo?
Conheço bem a empresa desde pequeno, cresci lá, sei como a empresa pensa de dentro pra fora. Acho que todo funcionário que entra lá, por ser uma empresa gigante do jeito que é, tem um pouco de medo, se sente um pouco acanhado, pensa: “Ah, a Globo! O Octávio Florisbal!” e eu conheço o Octávio porque ele foi colega do meu pai durante muito tempo, depois virou chefe de todos eles. Conheci todos os chefes de hoje quando eu era pequeno. Eu tinha oito anos e brincava na sala do Octávio. Agora, o que atrapalha é que eu sempre vou conviver com a ideia que eu fui contratado por causa do meu pai, que eu trabalho lá por causa do meu pai, o que é uma ideia falsa.

O que você se vê fazendo daqui a 10 anos?
Eu me vejo executivo.

Opa! Teremos outra Traffic?
[risos] Não, me vejo executivo na Globo mesmo. Acho que eu contribuo mais atrás das câmeras do que na frente.

Você não se vê como um substituto do Galvão Bueno?
Isso não é uma coisa que você quer, é uma coisa que vem. Você é escolhido. Vem a luz e puff!

E o Galvão tem essa luz em cima dele?
Tem, mas ele é o Pelé do nosso jornalismo esportivo. Ele merece muito. Mas o cara que vai seguir esses passos aí eu não sei quem é. Está em aberto.

O primeiro twit que você postou foi no dia 5 de abril, às 4:45 da manhã.
Foi cedo assim?

Você estava voltando ou já estava indo?
O que eu escrevi? Devia estar acordando.

Você acorda às quatro e meia da manhã?
Minha namorada acorda as quatro, então eu acordo com ela e daí durmo mais uma meia hora.

Você ainda mora com os seus pais?
Eu estou meio a meio. Fico na casa dos meus pais, mas estou dormindo com ela quase todo dia.

Suas últimas namoradas são da Globo. É só abrir a porta do corredor na firma, é isso?
[risos] É, as últimas três...

Você vive numa esfera absolutamente confortável.
É verdade. A minha primeira namorada era jornalista e largou. A minha segunda era jornalista e chegou a ser estagiária na Globo, largou e trabalha com moda. A terceira é repórter da Globo. Eu gosto muito de namorar repórter da Globo. Acho legal [risos]. E gosto muito de namorar a Daiana [Garbin], posso conversar com ela de tudo e ela vai me entender. Porque quem trabalha em televisão fala muito de televisão e quando está assistindo televisão é a pessoa mais chata do mundo. Não consigo ver uma novela sem corrigir um enquadramento ou ver um filme sem criticar o roteiro. Só uma pessoa que trabalha com isso vai te aguentar porque ela é igual.

A que horas você vai dormir se acorda às quatro e meia da manhã?
Nove e meia, dez da noite. E quarta-feira é um dia doído porque o jogo começa às dez e acaba meia-noite. É o dia em que eu durmo menos.

Qual foi a última vez que você chutou o balde socialmente?
Minha última extravagância social... Pois é, faz tempo [suspira]. Eu fui DJ numa balada que fechou. Era a última noite e eu fui um dos DJs convidados. Agora, por exemplo, eu tenho vontade um dia de sair do trabalho e me enfiar num almoço que vai durar até as cinco da tarde, comer quinhentos pratos e quinhentas sobremesas, beber oito Coca-Colas e trocar altas ideias com os meus amigos.

Oito Coca-Colas? Explosivo! Você não bebe álcool?
Não bebo nada, só Coca-Cola e água. Eu tomava mamadeira de Coca-Cola quando eu era pequeno.

Qual é a melhor maneira de passar uma cantada numa repórter da Globo?
[gargalha] Eu sei o que você não pode fazer. Primeiro de tudo: não pague mico nas redes sociais. Tem muito cara que paga mico, fica mandando: "Ah, você é a repórter mais linda". Se virar fã já está automaticamente excluído. Se quiser conquistar uma repórter fale do trabalho dela tecnicamente. Se você der duas ou três provocadas técnicas nela, ela vai cair.

O que é uma provocada técnica?
Falar coisas técnicas como: “Na sua passagem hoje você disse tal coisa, mas na edição do VT eu achei que o off ficou assim ou assado”. É o ponto fraco de todo repórter. Vale pra homem e mulher.

Você tem amizade com jogador de futebol?
Não, porque profissionalmente não é bom. Se eu tiver um relacionamento muito próximo com eles, acho que talvez o meu pensamento fique enviesado e isso é perigoso. Mas eu tenho um bom relacionamento com o Neymar, converso abertamente com ele sobre coisas importantes. Tenho um bom relacionamento com o Ronaldo, com o Zé Eduardo do Santos, o Dentinho. Mas é só um bom relacionamento, se eles errarem têm de entender que a minha função não é a de agradar.

No 1º de abril você fez piada com o sonho corintiano de ganhar a Libertadores. Surpreendeu-me que você tenha conseguido fazer isso na Globo. Foi uma prova de confiança?
Sim, é uma prova de confiança, tanto que eu não pedi autorização e nem avisei ninguém que eu ia fazer. E não tomei bronca também.

Tentando traçar um paralelo, numa praça de touros em Sevilha são vinte mil pessoas espremidas em um espaço pequeno durante três horas, e, quando eles discutem por causa das paixões por esse ou aquele toureiro, ninguém briga. Por que o futebol é o único esporte em que os torcedores saem na porrada?
O problema não é esportivo, é social. O Brasil é um país grande que não dá oportunidade pra todo mundo e tem um sistema social quebrado. Acredito que essas pessoas que brigam em estádio não sabem a diferença entre um volante e um zagueiro. Se eu perguntasse para um cara que foi preso porque brigou no estádio qual a diferença entre um 3-5-2 e um 4-4-2 ele não saberia me responder porque essas pessoas não gostam de futebol. Elas se apegaram a um clube, a uma bandeira e transformaram aquilo na missão da vida vazia delas. E por que o futebol? Porque é o maior, é barato, é fácil de assistir, é fácil de se organizar e você vai encontrar outros loucos na massa. Eu, por mim, tranco logo num estádio, deixo se matar de uma vez e resolve isso. Esses xiitas que destroem ônibus estão matando o futebol e não são torcedores de futebol, não gostam de futebol. Os caras que estão na praça de touros, eles gostam daquilo.

Qual é a parte ruim de ser Tiago Leifert?
A superexposição de uma pessoa que foi tímida a vida inteira. A superexposição de ter gente falando de você e gente duvidando da sua índole, gente que nunca te viu na vida dizendo: "O Tiago precisa ser mais humilde". Conversando aqui eu não sou tímido, mas eu não sou o cara que chega na balada e "uhu!". Não sou o cara que chega na festa e fala: "E aí, pessoal?". Nunca fui esse cara.

Você acha que o público deveria saber por qual time o jornalista esportivo torce?
Eu acho que no futuro sim. Hoje não dá por causa daquela minoria violenta que não gosta de futebol. Eles vão achar que só porque eu torço por um time diferente do deles eu mereço morrer.

Então você não vai confessar que é são-paulino?
Não posso confessar time nenhum. O Faustão não acha que eu seja são-paulino. Aliás, as pessoas juram no Twitter também que eu não sou são-paulino.

Eu posso fazer outra aposta.
Aceita trocar a aposta da Copa pela aposta do meu time?

Aceito.
Para qual time você acha que eu torço?

Eu acho que você é são-paulino.
E por quê?

Eu sou um homem guiado pelo feeling. Mas, na verdade, não sou eu que tenho que responder.
E o meu sorriso quando eu chamo matéria do Palmeiras? Tem gente que acha que eu sou palmeirense.

Porque você é um bom profissional.
E a minha superproteção ao Santos, não indica que eu seja santista?

Bem, me parece que você está fazendo um balanço inconsciente de...
De neutralidade. Mas é difícil. Se você entrar no meu Twitter, nos favoritos, todo mundo diz que eu torço por algum time e ninguém chega a conclusão nenhuma.

Você não pode dizer pra que time você torce, mas você pratica algum esporte?
Praticava, agora vou melhorar do meu joelho e vou voltar. Adoro jogar futebol. Largo tudo pra jogar bola. Eu faltaria no trabalho pra jogar futebol.

Você disse num evento: “Esqueça o romantismo nos esportes, é tudo negócio. As pessoas vendem os direitos”. É isso mesmo?
É verdade. Na hora de conversar sobre direitos esportivos a gente tem que perder o romantismo. Eu sou muito cobrado: "Por que você não fala de Fórmula Indy?” Simples: porque eu não tenho o direito de falar de Fórmula Indy, meu amigo! Existe uma ideia errada de que a Globo tem que falar de tudo porque o cara quer ver tudo na Globo. Meu amigo, muda de canal pra ver a sua notícia! Não tem Fórmula Indy na Globo, não vai ter Panamericano na Globo, não vai ter Olimpíada na Globo! Essa cobrança é puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo é uma força do mal. Não é isso, é negócio. Quem paga mais leva e quem leva exibe.

Os esportes, no mundo e no Brasil, estão preparados para aceitar atletas assumidamente gays?
Se ficarmos perguntando se estamos preparados ou não nunca vamos andar pra frente. Eu sou a favor dessas pessoas tomarem coragem e fazerem como o Michael, do Vôlei Futuro, fez: "Sou gay” e acabou. E aí ver a reação das pessoas. Eu acho que vai ter que ser uma coisa enfiada goela abaixo. "Tá aqui, isso existe, está na sua cara, está na sua família e não adianta mais disfarçar!". E a vida tem que andar. Essa é a dialética.



NOUVELLE VAGUE

Fernanda Lima para a revista RG de maio.

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CRONOLOGIA

Retrato de Carlos Miele, e highlights de sua carreira internacional, para a revista ELLE.

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