L'ECLIPSE

Giovanni Bianco é o criador da última campanha dos jeans Forum. Inspirado nos filmes que Michelangelo Antonioni fez com a sua musa Monica Vitti, Giovanni escolheu um cenário de pedras á beira do mar. A cores foram levemente rebaixadas de saturação para aumentar o clima (fotograficamente) tenso entre Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert. Puro modernismo cinematógrafico. A produção de figurino foi de Paulo Martinez e o cabelo e a maquiagem de Daniel Hernandez.

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TIME IS GOLD

O editor Paulo Lima juntou um grupo de pessoas para formar parte de uma espécie de conselho editorial da revista Audi. O publicitário Marcelo Serpa, o "chef" Alex Atala, o jornalista Leão Serva são algums dos convidados. Periódicamente aparecem os textos deles, sobre os mais variados assuntos, em uma seção chamada "confraria". Esta é uma das colunas da "confraria" que apareceu na última edição da revista. A que tem Paula Raia na capa.

Sobre faisões, chás das cinco e Baudelaire.
Gosto mesmo, como dizem os franceses, é de “calme, luxe e voluptée”. A mesma calma, o mesmo luxo e a mesma dose de volupia que Baudelaire apreciava e descreveu em seu poema “Convite á Viagem”. Aquele que diz:

“ Minha criança, minha irmã,
Pense na doçura
De irmos para lá, vivermos juntos!
Amar à vontade,
Amar e morrer
Ao país que se parece contigo!

Os sóis molhados
Desses céus embrumados
Para o meu espírito têm a atração
Tão misteriosa
Dos teus olhos traiçoeiros,
Brilhando através das tuas lágrimas.

Lá, onde tudo é ordem e beleza,
Luxo, calma e volúpia.

Móveis brilhantes,
Polidos pelos anos,
Decorariam nosso quarto;
As flores mais raras
Misturando seus odores
Às sutís essências do âmbar,
Os ricos tetos,
Os espelhos profundos,
O esplendor oriental,
Tudo isso falaria
Em segredo à alma
Sua doce língua natal.

Lá, onde tudo é ordem e beleza,
Luxo, calma e volúpia.

Veja nesses canais
Dormirem essas naves
Onde o humor é vagabundo;
É para saciar
Teu menor desejo
Que elas vêm do fim do mundo.

Os sóis poentes
Revestem os campos,
Os canais, toda a cidade,
De jacinto e de ouro;
O mundo adormece
Numa cálida luz.

Lá, onde tudo é ordem e beleza,
Luxo, calma e volúpia. “

O mesmo Baudelaire que escreveu “As Flores do Mal” e que impressionou o jovem Rimbaud (aquele que sumiu sem se despedir do outro poeta, o Verlaine foi viver em Harar, na Ethiopia) ao ponto dele dizer que Baudelaire era “o rei dos poetas, um verdadeiro Deus”. Baudelaire que impressionou, também, ao pintor Matisse e que deixou uma tela com o mesmo nome, a impressão, das três palavras chave do poema . As palavras que apenas uma longa viagem será capaz de traduzir em sensações completas.
O poema de Baudelaire me faz perceber que é cada vez mais difícil viajar e encontrar um lugar em que o conforto seja tangível, palpável, encontrar no meio do trajeto um espaço que tenha uma calma que esteja além de qualquer sinal de “silêncio” ou “não perturbe”. Um lugar em que estas advertências sejam desnecessárias porque cada um sabe donde terminam seus limites e começam os dos outros.
Não quero dizer com isso que sou um saudosista, daqueles que pilotam a sua vida olhando pelo espelho retrovisor e que acham, com fervorosa obstinação, que o passado foi melhor. Quero dizer, apenas, que a tecnologia ajuda a viver melhor, facilita as coisas simples, e complicadas da vida, mas que o passado não pode ser esquecido. Que os “layers” do tempo, sejam eles físicos (como uma cortina de veludo dobrada em um canto da sala, ou como um monte de livros lidos, que debaixo de uma fina camada de poeira descansam sobre uma mesa), ou mesmo mentais (como a experiência acumulada, que deixa perceber as janelas do tempo com uma outra percepção) são indispensáveis para que se crie um ambiente que facilite aos sentidos a possibilidade de se aproveitar daquele momento integralmente.
Isso, também, não quer dizer que para poder alcançar este estado de volupia devamos estar em absoluta contemplação. Certa vez fui convidado a participar de uma caçada ao faisão, em uma fazenda ao norte da Inglaterra, e se produziu um destes instantes mágicos em que o mundo parece equilibrado nas máximas do poema de Baudelaire. Fazia frio, claro, e depois de ter passado o dia anterior envolto nos preparativos para o dia seguinte, depois de acordar cedo e ter de esquentar os dedos gelados na taça de chá, depois do ritual da caçada, os disparos, os gritos, os cães de caça latindo atiçados, quando tudo acabou, em volta de mim no campo a se perder de vista o momento de silêncio que se segue a toda aquela excitação era pura calma, luxo e volupia.
A mesma sensação de un chá as cinco da tarde (ou a qualquer hora), mas que apenas pontua o momento em que as coisas pararam no tempo, em que o sofá de veludo, a luz de fim de tarde (um fim de tarde invernal na Inglaterra só pode ser cinza mas nem por isso menos belo), e o barulho dos carros, lá fora, é abafado aqui dentro pelo tapete espesso e pelos pequenos barulhos do bule ao despejar o líquido ou da colher ao virar o açúcar dentro da taça de chá.
Não poderia estar lá, tranquilamente saboreando estes momentos, sem o blackberry que, sobre a mesa, se agita nervoso a cada mensagem recebida desde qualquer canto do mundo. Sem a tecnologia que encurta as distâncias, mesmo que virtualmente, mas que nem por isso subverte uma das regras fundamentais da vida: quem faz seu tempo é você mesmo.


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SUMMER PLACE

Para reforçar a sua imagem de lugar com marcas extremamente sofisticadas o Shopping Center Igautemi começou a veicular, com três páginas no jornal O Estado de São Paulo, uma incisiva campanha de verão criada pela sua agência BorghierhLowe. Entre os nomes que ocupam estas primeiras imagens estão a de Tiffany & Co, Burberry, Hugo Boss, Osklen, Richards, Ricardo Almeida, Lenny, Le Lis Blanc, Huis Clos, Club Chocolate, Maria Bonita Extra e Farm. O "styling" da campanha foi de Flávia Lafer com cabelo e maquiagem de Daniel Hernandez. Os rostos (e os corpos) da campanha são das irretocáveis Isabeli Fontana e Barbara Berger.

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ESPAÇO

Natália Guimarães é a mais nova Miss Brasil e, talvez, a mais bonita delas dos últimos tempos. Do segundo lugar no concurso de Miss Universo ela foi direto para a capa da revista Nova. O cabelo e a maquiagem foram feitos pela dupla Marco Antonio de Biaggi e Kaká Moraes.

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KEEP WALKING

Esta foto do presidente Fernando Henrique Cardoso, feita no seu escritorio de São Paulo em um fim de tarde, acompanha o texto "O Andarilho", escrito por João Moreira Salles e publicado na revista Piauí. Tentei (é assim mesma, "full frame", sem cortes) que o leitor pudese sentir uma certa proximidade do presidente, no momento de olhar a foto. A mesma sensação que se desfruta ao ler o texto.

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LUXO

A revista Viagem e Turismo publicou um especial sobre a Espanha. Uma das matérias foi sobre o lendário Hotel Ritz de Madrid.

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"J.R.Duran testou - e fotografou - o Hotel Ritz de Madri, un clássico. A conclusão? Maîtres de fraque e garçons que adivinham nossos pensamentos não saem de moda nunca.

Os madrilenhos tem uma frase, um slogan que pode parecer publicitário mas que é verdade, para definir sua cidade: “De Madrid al cielo” ( de Madrid aos céus). E isso é verdade. Madrid fica no alto de uma meseta, sem montanhas à vista, e com uma condição geográfica que faz com que o céu de Madrid seja, sempre, de uma cor e uma intensidade excepcionalmente azul. Isto provoca, ao mesmo tempo, a sensação de que se pode tocar o céu com as mãos.
Entre a cidade e o céu azul de Madrid, a meio caminho, se encontra o Hotel Ritz. O hotel é um daqueles cinco estrelas que não precisa provar nada para ninguém, sem os artifícios pirotécnicos que tentam deslumbrar aos novos ricos em busca de experiências atordoantes e passageiras. O Ritz, com seu nome mágico escrito discretamente no alto do edifício, é uma ilha de luxo, calma e voluptuosidade a poucos metros do Museu do Prado, a alguns passos do Museu Thyssen-Bornemizsa, do Princesa Sofia e, logo ao lado, do Parque del Retiro. Foi construído em uma época em que ficar em um hotel era como procurar uma extensão de sua casa, fora de seu país, e não comprar um ticket para entrar em um parque de diversões. Em 1910, o rei Afonso XII, da Espanhã, achou que faltava um toque de classe na capital. Encomendou para o senhor César Ritz (o mesmo que idealizou o de Paris) um lugar onde ele, o rei, pudesse hospedar seus amigos nobres e reais, assim como os visitantes ilustres de outros países e a fina flor local.
Até os a nos 60 regras severasc de comportamento regiam o local. Os homems tinham de usar gravata e as mulheres não podiam usar calças compridas (nem curtas, claro). Animais de estimação nem pensar e fumar apenas no hall do hotel. A discricão sempre foi a regra. Em nenhum instante você vai encontrar aqueles carrinhos cheios de malas sendo empurrados por ofegantes bell boys. Em nenhuma ocasião você vai conseguir ouvir o que o pessoal da mesa ao lado está falando. Até pouco tempo atrás excursões não eram admitidas no hotel. Em um certo momento, sinal dos tempos - fazer o quê -, elas foram toleradas mas com a condição de que os hóspedes chegassem de táxi, em um máximo de quatro passageiros e espaçados para não criar tumulto na recepção. Você nunca vai ver um ônibus parado frente da porta do Ritz. Se eles não param na frente de sua casa, porque o fariam na frente do seu hotel?
Quando você passa pela porta giratória de vidro e entra no lobby, com suas oito colunas dóricas, as suas malas já estão no apartamento e sua alma já está a um passo do paraíso. O Ritz é um hotel para quem não tem pressa, para quem gosta da vida do jeito que ela é. Para quem sabe que o luxo está nos detalhes. Seja na madeira, no mármore, nos tapetes felpudos, quadros, candelabros ou vasos de flores. No atendimento. Todos impecáveis. Como qualquer uma das suas suítes ou apartamentos. São todos diferentes mas com o mesmo estilo e com a mesma calma. Os tapetes do Ritz de Madrid são famosos no mundo inteiro. Eles continuam sendo fabricados pela mesma empresa fundada mais de 300 (trezentos, isso mesmo) anos atrás por um pedido do Rei Felipe V. Eu não sei se é o tempo que empresta seu silêncio, ou a grossura dos tapetes. Pode ser também a visão dos lençóis de linho com o anagrama do Ritz bordado em seda, ou a certeza de que a roupa para ser mandada para a lavanderia não irá em um saco plástico e sim de piquê, ou pela visão do Prado e seus jardins do outro lado da janela. O fato é que a sensação de aconchego dentro dos apartamentos, é perfeita.
Tenho poucos vícios, inofensivos e todos eles permitidos pela lei, e devo confessar que um deles é o de ficar sentado um bom tempo, no hall dos hotéis em que me hospedo, observando o vai e vem da condição humana na forma dos hóspedes que circulam pelo lugar. É quase como assistir um filme de Jacques Tati, com a vantagem de que o perfil dos seus personagems mudam de hotel para hotel. O hall do Ritz é um palco ideal para isso. É um amplo salão, com uma claraboia envidraçada que joga sempre uma luz tênue sobre as cadeiras espalhadas pelo salão. Na última vez que pratiquei este peculiar esporte lá, um sábado ao meio-dia, pude contemplar, não nesta ordem, os seguintes personagens. Uns senhores de casaco azul, calça cinza, camisa aberta com lenço no pescoço que, acompanhados pelas suas respectivas e espetaculares esposas, conversavam a respeito da qualidade dos touros, e dos toureiros, daquela temporada. Uma moça vestida da cabeça aos pés da grife Prada esperava, rodeada por bolsas de compras de todos os tamanhos feitas em outras grifes do mesmo calibre, que o seu amigo/namorado/amante aparecesse à sua procura em um Jaguar vermelho conversível de dois lugares. Um casal de certa idade, poderiam ser ingleses porque sobre a mesa repousavam dois chapéus de aba flexível, Burbery’s - ele adormeceu na frente de um dry martini e ela escrevia, sem parar, em um caderno de anotações Moleskine. Um senhor bem vestido, com cabelo engomado e penteado para trás que ouvia enfastiado ao seu genro, com cabelo igualmente engomado e penteado para trás, tentava justificar alguma coisa errada que tinha feito. Era alguma coisa grave, não sei a respeito de desfalque ou de infidelidade, mas era grave. Mesmo assim, até o fim do longo monólogo que o genro aplicou no sogro eles fizeram as pazes. O garçom circulava por estas ilhas de susurros quase invisível, mas sempre solícito. Ao meu ver, ele sabia ler os pensamentos porque cada vez que eu queria uma nova água tônica ele se materializava perante mim, sem que eu tivesse de chamá-lo. A terraza do Ritz é o lugar ideal para começar o dia, ou para começar noite (as noites de Madrid, você sabe, parece que tem mais horas do que as de outras cidades. Não acabam nunca). O café-da-manhã pode ser tomado debaixo de um toldo, em cadeiras de vime que fariam as da primeira classe a Singapura Airlines morrer de inveja. A luz da manhã chega filtrada pelas imensas tuias. Numa manhã, acordei com vontade de comer churros com chocolate, de voltar para minha infância espanhola, e comuniquei este desejo para o maitre (o dos churros, não o da minha nostalgia). Num lugar em que o maitre do café da manhã veste a casaca do frac este pedido é, digamos, simples demais. Mas ele nem piscou, pivotou sobre seus calcanhares, acompanhado pela cauda de seu frac, transmitu algumas ordens a um subordinado e poucos minutos mais tarde eu tinha na minha frente, baixo meu nariz, churros com chocolate servidos em fina porcelana e companhados de uma desculpa do maitre, por causa da qualidade dos churros que eram os últimos da manhã. O melhor ainda estria por vir. No dia seguinte, na mesma hora (sim, na mesma mesa) e antes de que eu formulasse qualquer pedido, aterrizou suavemente sobre a mesa uma taça de chocolate quente acompanhada de um prato de churros. Desta vez, é verdade, impecáveis.
Do Ritz, aos céus. "



AO NATURAL

A Natura tem sempre nas suas peças publicitárias, e na sua filosofia, o compromisso de ser fiel á realidade. Com imagens que reflitam o cotidiano de seus consumidores com fidelidade. O publicitário Guilherme Alves foi o rosto escolhido, para a campanha criada pela Leww,Lara, para imprimir a imagem do homem Natura.

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BLUE SKY

A C&A escolheu o ar puro e o céu azul de Trancoso para celebrar o Dia dos Pais.

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