FACE TO FACE

Wanessa Camargo em momento cool. Maior de idade, sem tutelagem e ninguém para dizer o que pode ou não pode fazer e com um namorado que já dura vários meses. Assim ela se apresenta na revista Estilo.

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SOCCER

Giovanni Frasson o multi-editor de moda (Vogue, Vogue Noivas, Iguatemi, RG Vogue) mostra na revista Homem Vogue como uma torcedora (no caso a belíssima – sem jogo de palavras televisivas - Michele Alves) pode ser elegante e se entusiasmar por futebol sem perder a pose, a elegância e o estilo (blasé). O detalhe da matéria, para os fanáticos por detalhes, é a televisão mostrando imagens branco e preto. Isto em plena era do plasma e do digital. Um truque realizado, à galega, e sem nenhuma ajuda do fotoshop.

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GINCANA

Às vezes uma produção fotográfica pode chegar a tomar proporções cinematográficas. Foi assim com a última campanha do banco Itaú Private Bank, criada pela agência DPZ. Em função da autenticidade das imagens, por exemplo, uma curadora de arte foi contratada para se ocupar com o seguro e o transporte das obras de arte (autênticas) que aparecem na foto do colecionador. Para achar a roupa do mergulhador (águas profundas) foi contratado um mergulhador profissional. No dia da foto da família, feita no interior de São Paulo, por causa das condições meteorlógicas, trinta e nove pessoas lotavam um ônibus especialmente fretado (entre eles dois bebês, um protagonista e o outro por acaso, com seus respectivos pais).

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CINECITTÁ

A revista RGVogue foi relançada com grande festa. Ela, agora, passa a ser independente e mensal. Para marcar essa decisão da Carta Editorial, a matéria de capa (aliás a revista inteira, quase) é sobre Rodrigo Santoro. Como todo ator, Rodrigo se sente mais a vontade, diante das cameras fotográficas, quando representando um papel. Neste caso foi duplo: o de Frederico Fellini e de Marcello Mastroniani durante a filmagem de “Otto e Mezzo” a partir das lentes do paparazzo Tazio Secchiaroli.

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COME BACK

De acordo com o convite recebido por selectos paulistanos “...há dez anos a Audi Magazine deu iníco a um dos primeiros projetos editoriais voltados ao público mais exigente e sofisticado do país. Agora a revista se prepara para novamente redefinir a percepção sobre como pensam e vivem as pessoas realmente especiais no Brasil e no mundo. A edição brasileira de AudiMagazine sera relançada com novo projeto editorial e um regorço exclusivo: a Confraria Audi – formada por Alex Atala, Gilberto Elkis, J.R.Duran, Leão Serva, Marcello Serpa e Tuca Reinés - , que vai participar da criação de cada número da revista.”

O primeiro número da nova revista publicou, junto com estas imgens, este texto de J.R.Duran.

A geografia do homem.
Viajar para mim é percorrer o caminho em direção ao lugar mais distante possível, até sentir vontade de voltar, e nesse recorrido poder me sentir, em alguns instantes, só. Até quase me perder de vista no horizonte e sentir uma ponta de nostalgia de tudo o que deixei para trás. Porque uma coisa é tirar férias e outra é viajar. Viajar é um ato solitário em que o mundo ao redor se torna um espelho em que o passado do viajante aparece e desaparece em cada imagem que a retina incorpora à memória.
Como o apartamento do Hilton Addis Ababa, na Etiópia, por exemplo. Depois de chegar ao país sem visto de entrada e, apesar de tudo, ser bem recebido, pego um táxi no aeroporto. “Take me to the Hilton” era o slogan dos anúncios da rede americana nos anos 70. “Take me to the Hilton”, repito para o taxista, que entende apenas a última palavra que pronuncio e me deixa, 20 minutos depois, na porta do hotel. Uma construção que imita o estilo Frank Lloyd Wright, com uma vegetação surpreendentemente frondosa e luxuriante com o chão úmido pelo excesso de jardinagem. Na porta um detector de metais avisa aos futuros hóspedes que aquele lugar é um local onde as divergências, sejam quais forem, são deixadas do lado de fora. Ou, no mínimo, de que lá dentro se espera que não cheguem às vias de fato. Faltam poucos minutos para a meia-noite na cidade, o saguão está quase deserto e a as paredes de madeira escura deixam o local mais solitário e perdido.
No dia seguinte o apartamento do hotel é maior do que parecia à noite. Cheira a nicotina de cigarros que hóspedes rebeldes fumaram insistindo em desobedecer ao sinal de não fumar. Através das cortinas entreabertas dá para perceber, lá fora, a piscina fumegando. É uma piscina de água quente natural, diz o folheto do hotel que passou a noite deitado, na mesinha de cabeceira, ao lado do telefone. Acabo de retornar do café-da-manhã e, sentado em uma poltrona, espero. É o momento, a hora mais improvável para alguém estar parado sem fazer nada no mundo: dez e meia da manhã. Falta apenas uma hora e pouco para tomar outro avião, que vai me levar mais longe ainda, mas no silêncio do quarto, invadido apenas pelos pequenos barulhos das arrumadeiras arrastando carrinhos pelo corredor, sinto o gosto de estar em algum lugar sem realmente me encontra lá. Minha mente já está absorvida na próxima etapa da viagem, e naquele apartamento estou apenas de corpo presente. A mala está pronta e fechada. A única coisa que não pertence ao lugar e parece à vontade no ambiente são os sapatos, com as meias enfiadas dentro, que descansam ao lado do sofá, prontos para a jornada. Da poltrona, esta em espécie de limbo, posso observar o jardim que rodeia a piscina e contemplar o espetáculo de alguns hóspedes que pretendem se sentir em casa dando-se, de maneira um pouco forçada, um ar de habitués, de que já conhecem tudo. Aqui dentro, no apartamento, quase sinto a falta de objetos conhecidos e familiares que ficaram em minha casa.

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Mas essa ausência, essa quase solidão, é compensada pela expectativa dos dias que estão à minha frente. O que me resta, por esse tempo determinado, é apenas olhar, absorver o que está acontecendo, para não perder nenhum detalhe. O tempo está suspenso, como se os ponteiros do relógio tivessem se cansado de girar. A mesma sensação que sentirei alguns dias depois subindo e descendo um rio, perto da fronteira com o Sudão, com grupos de habitantes de locais na beirada contemplando-me com a mesma curiosidade com que os observo. O interesse é mútuo, mas as razões talvez não sejam as mesmas. A diferença é que eles estão armados e, se quiserem, podem enfiar uma bala na minha testa sem que ninguém descubra isso por muito tempo. As silhuetas aparecem e somem nos barrancos da beira do rio à medida que a lancha vence a corrente. A tarde é bela, com uma luz limpa e transparente que contrasta ainda mais a cores do lugar. A calma, na troca de olhares e gestos, vem da certeza de que a força está com eles. De novo aqui o tempo está suspenso, porque ninguém se importa com ele. Apenas as formas e as cores passam a ter importância, mas de uma maneira tão distante que ignora cada pedaço de terra, folha, árvore ou nuvem representa para quem vive no lugar. Até os ruídos, quando existem, passam a ter um significado diferente. Em um lugar onde o horizonte parece sempre perto e vazio é maior do que se possa imaginar, qualquer barulho que não seja vento tem seu significado.
A mesma ponta de nostalgia que terei, dias depois também, quando no fim da tarde, sentado no banco de um jeep que corre a uma velocidade que parece impossível saltitando pela estrada esburacada de volta ao acampamento, o mundo pára do outro lado da janela.

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Apenas a mente gira se agarrando a assuntos e imagens, de um passado pouco específico, que vão emergindo no horizonte do esquecimento como objetos de uma naufrágio que flutuam perdidos no infinito, deixam de perceber o momento em que a paisagem perde a luminosidade e a aldeia, que se recorta longe no horizonte se deixa envolver pela poeira e pela escuridão. Porque quanto mais longe se for, mais perto na geografia do homem, mais perto pode chegar ao passado.




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