NAVY BLUES

Stanley Donen dirigiu em 1942 um filme musical chamado “On The Town”,
mostrando as aventuras de dois marinheiros, interpretados por Frank Sinatra e Gene Kelly, que tinham, durante a Segunda Guerra Mundial, apenas um dia de licença em Nova York. Quando tive de fotografar, no começo do ano, uma matéria em Lisboa com motivos “navy” para a revista Daslu, não tive dúvida: puxei da cartola o filme de Donen. Os uniformes foram alugados de um dia para o outro e o casting masculino, local, feito na velocidade da luz pela equipe comandada por Patrizia Ramalho.

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A sequência da campanha do Corsa, veiculada no começo deste ano, tem como ponto de partida a idéia de que “quem fica parado é poste”. As peças gráficas mostram diferentes ângulos do carro com figuras em movimento misturadas com um grafismo feito de sombras coloridas. A direção de criação foi de Marcelo Lucatto, com direção de arte de Luiz Boralli e redação de Marcelo Calvi. As fotos do carro foram de Cacalo. A imagem do bicho pregiça é de arquivo.

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ANTOLOGIA PESSOAL

O jornal O Estado de São Paulo publica aos domingos, na última página do Caderno2, a coluna “Antologia Pessoal”. Os convidados respondem a um questionário que é, praticamente, o mesmo para todos eles.
Esta “Antologia Pessoal” foi publicada em 18/12/05.

Antologia Pessoal
J.R.Duran, fotografo e escritor.
“Böcklin desperta medos que achava ter superado”

J.R. Duran é fotógrafo e autor dos livros: As Melhores Fotos de J.R.Duran (Editora Sver&Boccatto, 1988), esgotado; 18 Fotos (Boccatto Editores, 1991), esgotado; Aventura (Editora Bookmark) de 2000; JRDuran (Editora W11, 2003); e SevillaJRDuran (Editora Gráficos Burti, 2005). O romance Lisboa (Editora W11) é de 2002. O livro Sevilla JR Duran foi lançado com uma exposição, aqui em São Paulo, no Instituto Cervantes, em agosto.

Que obras você visita sempre que pode?
Os pintores catalães do começo do século passado, os modernistas Fortuny, Casas e Rusiñol, que estão expostos no Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Barcelona. A tela A Origem do Mundo, de Gustave Coubert, no Museo D´Orsay, em Paris, me intriga. Intriga o fato de como um pintor politicamente engajado (um 'comunard' que ajudou a derrubar o obelisco da Place Vendôme) e inquieto como ele pôde executar uma tela como esta, encomendada por um diplomata turco e que, além do mais, acabou sendo comprada por Lacan que, por sua vez, a terá escondido, por muitos anos, sob outra tela (uma representação surrealista do mesmo quadro) pintada pelo meio-irmão do psicanalista. O contraste, nas paredes do museu, entre as outras telas monumentais de Coubert (O Estúdio do Pintor, por exemplo é de 3,69x5,98, a Origem do Mundo é de 0,55x0,46cm) é desconcertante. As fotos de Walker Evans ou Edward Weston. Os livros: A Invencion de Morel, de Adolfo Bioy Casares, e Havana para um Infante Defunto,de G. Cabrera-Infante, e qualquer um de Raymond Chandler. O filme As Asas do Desejo,de Wim Wenders, e qualquer filme do diretor francês Claude Sautet. As histórias em quadrinhos de Hugo Pratt, que tem como personagem Corto Maltese. Toda a obra de Mozart.
E qual delas fica melhor com o passar do tempo?
Todas elas.
Dê exemplo de um bom artista injustiçado.
Li em algum lugar que 'existem os artistas que se levam a sério e os que fingem que não se levam a sério'. Helmut Newton fingia que não se levava a sério.
Cite uma obra que frustrou suas melhores expectativas.
As fotos de Nan Goldin, a Mona Lisa, de Da Vinci. Quanto à Mona Lisa acho que, obviamente, não é culpa dela. Minhas expectativas é que eram muitas.
E um artista surpreendente, ou seja, bom e pelo qual você não dava nada.
O fotógrafo William Klein e o pintor norte-americano Thomas Eakins.
Queobra boa lhe fez mal, de tão perturbadora?
A Bíblia,o Novo Testamento. Todas as fotos de Joel-Peter Witkin e o livro de fotografia Inferno, de James Natchwey. Mas, acima de tudo, e especialmente, a tela A Ilha dos Mortos, de Arnold Böcklin. Ela desperta, sempre, medos absolutamente infantis que achava totalmente superados. O fato de ter sido uma das pinturas favoritas de Adolf Hitler também não ajuda muito.

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Há ainda espaço para a narrativa na arte contemporânea?
Com certeza. Eric Fischl, aliás, não me deixa mentir.
A arte reflete a realidade ou cria seu mundo próprio?
Reflete a visão do artista de seu próprio mundo.
Um artista difícil, mas indispensável.
James Joyce.
Que obra você modificaria para torná-la melhor?
Esta pretensão nunca tive.
Que artistas contrariam suas convicções mas mesmo assim você julga geniais?
O fotógrafo Araki, o artista plástico Jeff Koons e o escritor Ezra Pound.
Cite as escolas mais importantes para sua reflexão artística.
Os realistas, os românticos, os orientalistas, os impressionistas e os modernistas. Todos eles. Sem esquecer dos pós-impressionistas, especialistas no retrato e na crônica de costumes: Sargent e Boldini.
E dentre os modernistas, qual é o seu preferido?
Os pintores Ramon Casas, Santiago Russiñol e Mariano Fortuny são fundamentais na minha formação. Por outro lado, tive uma relação complicada com os arquitetos modernistas catalães. Na minha juventude Gaudí, Doménech i Montaner e Puig i Cadafalch representavam, paradoxalmente, um passado que não se ajustava com meu conceito de modernidade da época (nos 60 tudo era minissaias e flower power). Hoje eles se tornaram essenciais para o entendimento do meu passado.
Para que artista brasileiro, de qualquer tempo,vocêe screveria um elogio público?
Para os fotógrafos Vik Muniz e Mario Cravo Neto, os escritores Luiz Alfredo Garcia-Roza e Marçal Aquino e para o pintor Almeida Junior.
Que obra festejada pela crítica você detestou?
Tenho um problema sério com os filmes iranianos. Uma certa dificuldade em apreciar essa coisa de um sapato flutuando na água.
E que trabalho demolido por críticos você gostou?
Helmut Newton. Entendo que para um certo tipo de feminista é um trabalho que não é fácil de agüentar, mas acho que Newton tem um sentido do humor irresistível.
Cite um vício das artes plásticas que você considera abominável.
O óbvio.
Que virtude mais preza na boa arte?
A capacidade de surpreender e, ao mesmo tempo, poder estabelecer um certo sentimento de cumplicidade.




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