ROOM SERVICE (2)

O apartamento #360 do Hotel Danieli, em Veneza, não é nada espetacular. É, até, bem pequeno considerando o resto das habitações e ridículo no tamanho comparado com a recepção do hotel, cheia de colunas. Mas o interessante é que o balcão do apartamento está na mesma altura do telhado do prédio vizinho, que fica do outro lado de uma estreita ruela, a menos de três metros de distância. Era lá que funcionavam antigamente as masmorras da cidade e foi por este mesmo telhado (diferentes telhas, é claro) que o celebrado aventureiro e libertino Giovanni Giacomo Casanova de Seingalt fugiu da prisão na noite do 31 de outubro de 1755. A proeza está descrita no livro "Story of my escape from the leads of Venice".

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MÉXICO LINDO

Muitos anos atrás, durante uma viagem pelo México, na península do Yucatán, ví uma cena que nunca mais me saiu da cabeça. Eram quatro ou cinco mariachis sobre uma pickup que estavam sendo levados para tocar em alguma festa. O branco das camisas deles, bem passadas e engomadas, contrastava com os cabelos pretos empapados de brilhantina, penteados para trás e com o aspecto rústico do carro que os transportava. Aquela visão parecia o símbolo de uma felicidade prometida. Garantida. Quando tive de fazer uma editorial de vestidos de noiva com Graziela Schimidt, para a revista Estilo de setembro, falei desta imagem para a editora de moda Carla Raimondi. Decidimos, então, trocar os mariachis na pickup por uma noiva country, em algum lugar do interior, indo para o seu casamento. A locação acabou sendo em um posto de gasolina, á beira da estrada, perto de São Paulo.

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ROOM SERVICE (1)

Este é o apartamento #345 do Hotel Excelsior em Roma. O Excelsior fica na Via Veneto. Ficou famoso, entre outras coisas, por aparecer logo no começo do filme "A Dolce Vita" de Fellini, na cena em que os "paparazzi" ficavam andando por entre as mesas da calçada à caça de suas vítimas.

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O apartamento #345 foi cenário durante dez anos de um dos segredos mais bem guardados da imprensa brasileira. Na edição #14 da revista Mitsubishi, publicada pela Trip Editora, Humberto Werneck, conta finalmente toda a história.



SEM FAROL

O Farol de Santa Marta, no litoral de Santa Catarina, é uma das minhas locações favoritas no Brasil. O vento agradável e constante faz com que o céu tenha sempre a perfeita tonalidade de azul. Em volta de Santa Marta as paisagens tem um romantismo meláncolico. Nem sempre, porém, a metereologia colabora para transformar em realidade a fantasia fotográfica.

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DIVÃ

Gueguela Baccari é uma das produtoras de objeto mais velozes do mercado. Com experiência em várias revistas, nacionais e internacionais, consegue o impossível sem piscar e no prazo necessário. Uma das peças "most wanted", aqui no estúdio, é um sofá vermelho em veludo capitoné que, originalmente, fica na sala da casa dela. Já sentaram nele, por exemplo, Cássia Avila, Debora Falabella e Ellen Jabour.

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MICROSCÓPIO

Paula Lang é uma das editoras de moda mais minuciosas em ação no Brasil. Durante três dias de trabalho em Minas Gerais, para um especial da revista Elle, ela deixou as suas digitais em cada detalhe da produção.

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WE ARE THE WORLD

Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas em 2000 (erradicar a extrema pobreza e a fome, atingir o ensino básico universal, promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna, combater o HIV/Aids e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental, estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento), e subscritos por 191 países, inclusive o Brasil, serviram de base a primeira edição da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade. Com o propósito de adequar as ODM a todas as faixas da população, a agência McCann Erickson Brasil, criou uma campanha publicitária, em torno do tema "Oito jeitos de mudar o Mundo", com o slogan " Nós Podemos". A criação pela McCann, a veiculação da campanha nos veículos da mídia, e a participação de todos os envolvidos (para cada fotógrafo foi encomendado um tema) foram iniciativas voluntárias.

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Um bilhão e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a U$ 1,00 por dia.



JUMPING JACK FLASH

Para uma série de fotos em que os modelos precisavam ficar suspensos no ar, como que voando, a produção não teve dúvida e colocou uma cama elástica, quase do tamanho do estúdio, no set. Apesar da empolgação e algumas performances dignas do filme Kill Bill, felizmente, ninguém se machucou.

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BB

Fabiana Kherlakian decidiu que, para a campanha publicitária de verão da confecção Agua Doce, a atriz Lavínia Vlasak deveria representar o verdadeiro espírito do sul da França se inspirando na imagem de Brigite Bardot. As areias de Copacabana, a maquiagem, o cabelo de Wilson Eliodório e um pouco de atitude se encarregaram do resto.

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NOITES CARIOCAS

Estas imagems noturnas, em um dia de semana qualquer, são do aterro do Flamengo. Visto da janela do apartamento #1027 do Hotel Glória no Rio de Janeiro.

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VONTADE

Esta matéria, escrita por Mírian Pinheiro, foi publicada no jornal O Estado de Minas em 15.08.04.

Vontade de olhar de perto
De Barcelona para o Brasil. Do Brasil para o mundo. J.R.Duran, o fotógrafo das beldades, tem cara de poucos amigos. Talvez seja a maneira que encontrou para se proteger – quando é ele quem está no foco. Mas está longe de ser "afetado", é só um profissional apaixonado pelo que faz e reconhecido por isso. Tanto recato só faz atiçar a vontade de conhecê-lo mais de perto. Mas logo ele deixa claro: ninguém chega a Duran impunemente. Para isso, foi preciso manter uma certa distância de segurança. A fórmula deu certo. Aos 52 anos é quase uma grife. Não dá para falar de moda e mulheres bonitas sem que seu nome não venha à cabeça. Até porque, muitas vezes, é por meio das lentes de sua câmera que contemplamos o belo. E é exatamente da beleza, de estar perto das pessoas e de poder eternizar esses momentos que ele fala com exclusividade ao Caderno Feminino & Masculino. Uma proximidade que beira a cumplicidade e que, a seu ver, é a grande responsável pelas belas imagens que capta há mais de 30 anos. Curioso, Duran não teme as experimentações. Pilotar helicóptero, escrever, participar de ralis, fotografar – tudo, apaixonantes desafios, e servem para comprovar que, no viver, tudo cabe.

Estado de Minas: Com uma agenda superlotada, ainda dá tempo de escrever livro?
J.R.Duran: Não sou um escritor, apenas escrevi um livro. Lisboa (editado em 2002 pela W11) é um romance. É uma história de um homem que mora em Nova York, larga tudo, vai para o aeroporto, e resolve comprar uma passagem para Lisboa. Fica bêbado no avião, quando acorda no dia seguinte e vai para o hotel encontra no meio das suas coisas um cartão de embarque de uma pessoa que havia feito o vôo anterior. Ele resolve seguir essa pessoa. Daí em diante, segue o desenrolar da história. Costumo escrever nos hotéis, quando estou em viagem de trabalho. Mas não vejo como segunda profissão – porque acho que para ser profissão, teria que viver dele, mas também não é hobby. É apenas uma forma de expressão. Existem certos paralelismos, pode parecer muito filosófico, mas, para mim, fotografia é uma forma de escrever com a luz. Quando fotografo imagino que estou contando histórias, abertas, herméticas, mais ou menos dirigidas, mas estou contando histórias e escrever é contar histórias de outra maneira. Só coloco no papel as imagens que tenho na cabeça. São duas formas de expressão que, de uma certa maneira, me permitem colocar para fora o que vejo.

O que é uma boa foto para você?
JRD: Não sei bem. Talvez uma foto que tenha algo mais do que as fotos que eu já fiz. Acho que a vida de fotógrafo é como a de um jogador de futebol, não importa o que tenha feito é preciso continuar jogando bem para fazer gol. E o gol precisa ficar cada vez mais bonito, mais perfeito, mais redondo…O Helmut Newton diz que uma boa foto de moda é aquela que nunca sai de moda. O grande gol do fotógrafo é você conseguir registrar um momento diferente, histórico.

O que faz uma imagem de moda ficar para sempre na memória?
JRD: O fotógrafo de moda trabalha com elementos totalmente perecíveis, a moda, o cabelo, e tudo isso se renova a cada seis meses. O grande desafio é fazer com que a foto não desapareça junto com o que é fotografado. Sempre tento colocar algo a mais na foto, para que ela, mesmo depois de um tempo, continue sendo interessante, marque a retina.

O fotojornalismo atrai você?
JRD: Nunca fui fotojornalista. Fui para Angola uma vez, porque queria retratar o país. Havia uma guerra civil lá, mas não considero isso como experiência jornalística. Não fui fazer uma reportagem, descobrir a verdade, não tinha esse compromisso. É um trabalho interessante, mas que nunca me interessou muito, talvez porque as condições do fotojornalismo no Brasil não me atraiam muito. Não existe um reconhecimento do profissional. Não envolve a questão do risco, mas do tratamento que se dá a esse profissional. Sou um sonhador. E essa minha capacidade de sonhar se converge no meu trabalho. Vejo mais a fotografia como instrumento de fantasia do que de realidade.

Tanta beleza cansa?
JRD: A beleza não me cansa. O paraíso não me cansa. Meu olhar não precisa de descanso. Gosto de ver as coisas. Hoje mesmo, aqui no hotel, estava tomando café da manhã quando percebi a movimentação em torno da saída do presidente Lula. Quis logo fazer uma foto dele, mas de uma maneira diferente. Fiz. Fiquei contemplando, esperando o momento certo. Escrevo uma coluna mensal na revista Trip, fiquei pensando, na hora, se valeria a pena escrever uma coluna sobre essa movimentação em torno dele. Enfim, não descanso. O fotógrafo, o curioso, existe sempre. Quanto mais atiço meu olhar, minha capacidade de observação, mais quero fotografar. Adoro cultivar meu olhar.

A sua atividade contribui para que você entenda bem as mulheres?
JRD: Não entendo de mulheres. Mas o que é belo, pra mim, tem uma certa harmonia. Tem modelos que funcionam perfeitamente com um fotógrafo e não funcionam com outro. Para o trabalho ficar bom, além da beleza, tem que ter personalidade, empatia. São sucessões de coisas que fazem uma pessoa mais ou menos bela. O fotógrafo precisa só ter uma cumplicidade com a modelo, caso contrário, não funciona. Esses dias aqui em BH, em que estava fotografando a Ana Beatriz Barros, a sintonia foi perfeita. Ela entendia perfeitamente as minhas brincadeiras. Mas não é sempre assim, tem pessoas que, às vezes, não vão, fica tudo mais frio, mais distante.

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E quando essa empatia não acontece?
JRD: Ainda assim, precisamos ir até o fim. Profissionalismo é isso, ter educação para ir até o fim. Existe um compromisso. Mas quando rola cumplicidade é bem melhor.

Você se dedica exclusivamente à fotografia de moda?
JRD: Pode não parecer, mas, hoje, faço muitas coisas além de fotografia de moda. Fiz, por exemplo, a campanha do Fernando Pimentel aqui em BH. As fotos do Lula para a presidência também fui eu. Estou em muitas áreas diferentes e as pessoas nem imaginam. Não sou de caminhos, sou de desafios: o desafio de uma campanha publicitária, de um ensaio de moda, de uma Playboy, de escrever, de pilotar um helicóptero, de participar do Rally dos Sertões. O desafio de ver as coisas de perto.

Mas o desafio de criar uma imagem é mais instigante?
JRD: Não acredito que possamos mudar uma pessoa, ela deixaria de ser o que é. Não gosto dessa coisa de construir imagem. Prefiro achar que faço a coisa certa, que apenas fiquei um pouco mais de tempo para ter a foto certa no momento certo. Para quem não tem a vaidade de querer ser fotografado, é um incômodo ser retratado. Saber lidar com esse incômodo das pessoas é uma arte. O truque é esperar a pessoa soltar o ar e voltar a respirar. Quer dizer, não tem truque nenhum. Nisso pode ir um rolo de filme. Paciência. A relação nesse momento se inverte. Não estou acuando ninguém. É ela quem tem o domínio. No momento que se sentiu bem, a foto saiu. A beleza está em sentir-se bem.



FUNNY GIRL

A top Mariana Weickert se diverte, sozinha, dentro de um corselet entre uma polaroid e outra.

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SNAPS

A campanha institucional do Shopping Iguatemi de São Paulo, criada pela agência Borghierh, envolveu um cuidadoso trabalho de pré-produção, pesquisa, casting, produção e elaboração. Tudo isto para que o resultado final tivesse o ar de uma perfeita foto instantânea.

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BRIGHT YOUNG THINGS

A vida de modelo se desenvolve, definitivamente, em um mundo paralelo. Mesmo no plano físico. Em um dos dias mais frios deste ano em São Paulo, com a temperatura por volta dos dez graus, estes modelos aguardam a hora da foto tranquilamente deitados no jardim do estúdio. Teletransportados na imaginação, com certeza, para a calma do Central Park de New York.

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FIAT LUX

A luz natural é, sempre, minha primeira opção para iluminar qualquer foto a ser feita em locação.

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A iluminação da capa da revista Playboy de agosto, com Mel Lisboa, foi resolvida com a ajuda de um lençol. Um prosaico pedaço de pano foi o que bastou para filtrar a luz da manhã, que entrava pela janela de uma casa em Santa Tereza, no Rio de Janeiro. Com a ajuda dos produtores Fábio Paiva e Suzane Sassaki, nem sequer foram necessários tripés para segurar o lençol.

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iPOD

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Nem por um segundo o maquiador Duda Molinos deixa a música de lado. Com um ouvido em Jamiroquai, e o outro em Daniella Cicarelli, ele mantém o olhar atento aos detalhes do cabelo (e da maquiagem) durante as fotos para o portfolio sobre ela publicado na revista VogueRG de agosto.

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TOP

Na vida de uma modelo o momento determinante é quando faz a primeira viagem para o exerior. Não é fácil ficar longe da família, em um lugar onde elas raramente falam o idioma e são submetidas á difícil prova psicológica que significa ir aos castings e ter de aguentar, com fair play, os momentos de rejeição. Leticia Birkheuer, da agência Mega, é uma das modelos que superou estes momentos com uma tenacidade admirável e soube se reinventar (cortou e mudou a cor do cabelo), com sucesso. Em uma das poucas viagens de volta ao Brasil, de Leticia, fizemos a foto que a revista Elle publica na capa deste mês.

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SELVA DE PEDRA

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As construções urbanas das classes rica, média, pobre e favelada da cidade do Rio de Janeiro sufocam o Pão de Açúcar e fazem esquecer que entre o Outero da Glória, Santa Tereza e a praia do Botafogo existiu, um día, a natureza.




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